sexta-feira

São sete horas da manhã, o despertador já devia ter tocado. Que se passa com este despertador? Mas afinal que horas são? Já nem o comprimido me põem a dormir.
Trim!!!!
Agora sim, são sete horas.
Levanta-se da cama, tem que ir acordar as crianças, elas tomaram banho ontem à noite, mas ela toma banho de manhã, enquanto as crianças percebem que um novo dia chegou.
Acorda primeiro a mais nova, que demora mais tempo a levantar-se, com a mais velha, apenas uma ordem já chega. Já viveu tempo suficiente para perceber como as coisas funcionam, com a mais nova ainda é necessário algum carinho.
Às sete e meia os cereais e o leite têm que ser introduzidos no organismo, antes das oito da manhã, todos têm que estar dentro do carro para seguir viagem.
Curva e contra curva, transito, aselhas, buzinas e notícias alarmantes no rádio, mais transito, mais mortes, mais roubos, mais juros, mais terroristas, mais raptos.
Entre as oito e um quarto e as oito e meia as crianças ficam na escola, no portão da entrada a auxiliar de educação informa a encarregada da mesma de que a directora da escola pretende ter uma palavra com ela. Apesar do tempo nunca parar, e do patrão já ter reclamado pelo menos uma vez esta semana, sobre a sua hora de chegada, ela não diz não e entra na escola para a tal palavra.
A directora da escola é curta, directa e grossa.
-passa-se alguma coisa em sua casa? A sua relação com o seu marido está bem? É que a sua filha mais nova tem tido reacções muito agressivas e revoltadas.
Pelo menos ainda alguém dá mostras de observar o que se passa à sua volta, é o que sente.
- sim é verdade, eu separei-me faz pouco tempo.
O tempo é sempre relativo.
- mas penso que elas estão a reagir da melhor maneira possível à situação, fico-lhe agradecida pelo cuidado.
São nove horas quando sai da escola e na verdade devia era estar a entrar no emprego, melhor dizendo, devia estar a sentar-se à secretária, com um sorriso nos lábios e uma voz feliz e apelativa para atender o telefone. E como o tempo só anda para a frente, e ainda tem a auto-estrada, parada à sua espera, já sabe que vai chegar atrasada e começa então a imaginar todos os diálogos possíveis e imaginários que vai ter com o patrão. A minha filha mais nova caiu na rua e feriu o joelho. O meu marido está doente e tive que ir à farmácia. Houve um acidente na entrada da auto-estrada. Tive um furo.
Trabalha das nove e meia até à uma e meia, já não se lembra o que disse ao patrão mas lembra-se que o mesmo não acreditou numa palavra. Já não se lembra o que fez durante essa manhã, mas lembra-se que às onze já só queria voltar para casa.
À uma e meia da tarde sai do escritório para ir almoçar com duas colegas de trabalho.
-e aquela mãe que matou os filhos?
-ontem fui aquela loja nova no shoping que está em promoções, comprei duas camisolas e uma camisa de noite muito sexy por vinte euros.
-não devia comer estas porcarias, estou cada vez mais gorda.
Às duas e meia da tarde está de volta à secretária, ao telefone, com o mesmo sorriso nos lábios de toda a semana e o patrão contínua com o mesmo ar sisudo de sempre.
Na revista cor-de-rosa que tem na gaveta, uma fotografia de um actor de telenovelas novo, faz surgir um suspiro no seu peito.
Depois de alguns telefonemas atendidos e encaminhados, depois de algumas cartas para fornecedores, depois de algumas reuniões agendadas, depois do hotel marcado para o patrão passar o fim de semana com a amante, o relógio da parede chega finalmente e a muito custo às cinco e meia. É hora de saída.
Não há condição financeira para deixar mais tempo as crianças na escola em actividades extracurriculares e por isso às seis ela tem que estar na escola. Quase nunca o consegue e por várias vezes foi já avisada para o facto.
Hoje a regra voltou a ser regra e não foi excepção. Eram seis e dez da tarde quando chegou à escola, as duas brincavam no recreio, a mais velha fugia da mais nova e não lhe dava a boneca, a mais nova chorava e corria atrás da irmã que ria.
Dentro do carro a discussão sobre a boneca continua, todo o mundo gira em volta desta boneca, Galileu estava errado. Ela nem sabe de que boneca as crianças falam. Tem que correr, vai deixar as filhas a casa da mãe, hoje é quarta-feira, é dia das filhas jantarem em casa dos avós, para ela poder ir ao curso de espanhol. Tem trinta e oito anos e não quer ficar sempre no mesmo sítio, pensa que se aprender uma língua estrangeira vai conseguir um emprego melhor e ganhar mais dinheiro. Mas não gosta de espanhóis e não consegue ter prazer em aprender a língua deles. No curso de espanhol existe em homem mais velho que a olha de uma forma diferente, ela gosta de ser olhada assim, mas não gosta de ser olhada assim pelo colega. Vive em completa dualidade mas a aula de espanhol no serão de quarta-feira continua a ser um dos pontos mais altos e esperados da semana.
São quase sete da noite quando deixa as filhas com a mãe, a mãe já tem uma sanduíche preparada para ela, como fazia nos tempos em que era criança. Come a sanduíche no carro enquanto guia para o curso e às sete e meia da noite está sentada na sua cadeira com uma mesita acoplada no lado direito, está tudo errado neste mundo, é canhota.
O dito colega não aparece, sente um misto de tristeza com alívio.
Às oito e meia da noite a aula de espanhol acaba. Despede-se da professora e dos restantes colegas, a maioria dos quais nem o nome lembra.
Antes das nove está de volta a casa dos pais, para ir buscar as filhas. Já jantaram, ainda não fizeram os trabalhos de casa e ainda não tomaram banho, e agora é de extrema importância para a continuidade da vida neste planeta, verem os desenhos animados até ao fim. O tempo começa a acabar. A energia também e a paciência já é uma memória longínqua.
Arrasta as filhas de oito e seis anos para o carro e ganha duas inimigas de morte por duas horas.
Às dez e meia da noite ambas estão na cama, amuadas, mas com o banho tomado e os trabalhos de casa feitos.
Ela prepara o pequeno-almoço do dia seguinte, toma banho, bebe um copo de vinho branco que tem no frigorífico e que a faz lembrar os primeiros tempos de namoro com o ex-marido. Senta-se em frente à televisão, não quer ver nada. Liga o computador, não está ninguém na net com quem queira falar. Pensa em telefonar ao ex-marido, mas apesar de desejar falar com ele, não quer lhe telefonar. Vai deitar-se, ainda pensa em não tomar o comprimido, mas depressa muda de ideias. Adormece.
E amanhã, não vai ser outro dia, vai ser o mesmo.

Por vezes acho que sou maior que o som, mas com o rádio novo do meu carro, parece-me impossivel. Estou encantado, ele grita mais que eu e melhor!!!!


quinta-feira

O Tempo Parou?

Raios estou mesmo a ficar velho!!!




She makes me so unsure of myself
Standing there but never talking sense
Just a visitor you see
So much wanting to be seen
She'd open up the door and vaguely carry us away
It's the customary thing to say or do
To a disappointed proud man in his grief
And on Fridays she'd be there
And on Wednesday not at all
Just casually appearing from the clock across the hall
You're a ghost la la la
You're a ghost
I'm in the church and I've come
To claim you with my iron drum
la la la la la la
The Continent's just fallen in disgrace
William William William Rogers put it in its place
Blood and tears from old Japan
Caravans and lots of jam and maids of honor
singing crying singing tediously
You're a ghost la la la
You're a ghost
I'm the bishop and I've come
To claim you with my iron drum
la la la la la la
Efficiency efficiency they say
Get to know the date and tell the time of day
As the crowds begin complaining
How the Beaujolais is raining
Down on darkened meetings on the Champs Elysée



A tasca é uma loja das antigas, aquele espaço que fica à altura da rua, onde os bois viviam com o seu carro, por debaixo das pessoas. Tem duas portas, uma muito grande e dividida em três, por onde os bois saiam com o seu carro, e uma mais pequena, por onde as pessoas entravam e saiam. Entre elas existe uma parede sozinha e quase insignificante ao olhar, mas que é uma das razões principais para as portas abrirem e fecharem.
Hoje é uma tasca, todos entram e saem por uma qualquer porta, não sei se bois, não sei se pessoas. Eu estou sentado de frente para as portas e observo a rua. É noite.
Um homem surge por trás de mim e quase choca comigo, não fala e segue em frente. Estará bêbado? Choca com a parede insignificante.
Um homem quase cego sai da tasca pela porta grande e vira à direita, desce a rua, no preciso instante em que atravessa o meu campo de visão através da porta pequena, cruza-se com uma mulher de óculos escuros, ela dá quatro passos e para no centro do meu raio de visão através da porta grande, o homem já não o vejo. Ela dá meia volta e volta para trás, atravessa o meu campo de observação pela porta pequena e desce a rua. Foi atrás do homem, encontrou-o. Estarei cego?

quarta-feira

Quem só chegou agora, o melhor é começar duas publicações atrás
Espero que a pessoa que encontrar esta amiga, nota de 100€, olhe para ela. Ou se a trocar, sem atenção lhe prestar, a pessoa que com ela ficar, saiba nela reparar.
se tu és essa pessoa, a que teve a curiosidade de olhar para o dinheiro, deixando de lado a nossa sensação constante de que o dinheiro é todo igual, que nem sequer existe, ou pelo menos nos nossos bolsos raramente existe; preciso de ajuda!
Estou preso, guardado, dentro de uma das caixas registradoras da estação de serviço da GALP em Birre, junto à casa dos eurónios.
Escrevo nesta nota de cem, já sem grande esperanças, porque só tenho notas destas ao meu redor, algumas de cinquenta por cima de mim e depois delas existe a casa das moedas, que quando, por momentos, alivia o peso que faz sobre mim, me permite vislumbrar alguma luz na tranparência ocre das de cinquenta e respirar.
Sou tratado como algo de muito valor, quase unico, a guardar, precioso. Mas estou preso e guardado. já reparei que algumas das notas que estão comigo na mesma situação, por vezes são levadas para o interior de um tubo de plástico e não deixam rastro, nem nunca voltam, pelo menos durante o tempo em que me encontro aqui, nenhuma voltou.
existe uma nota, acho que esquecida, de cinquenta, por debaixo de uma de cem, que está mesmo ao meu lado, que afirma já ter reencontrado uma amiga de duzentos nesta mesma caixa. Posso afirmar que ninguém acredita nela e todos sabemos que o mais provável será, depois de no tubo de plástico entrar, nunca mais voltar.
Por isso peço ajuda a esta nota, amiga de cem, e a ti, se estás a ler isto, peço-te, pede tu também ajuda, a alguma claque de futebol com mau perder ou a algum grupo de jovens marginalizados pela sociedade, ou vem apenas tu com tudo o que és, e liberta-me desta caixa, não apenas a mim mas a uma quantidade grande de realidades aprisionadas.
Peço-te a Nossa liberdade!

terça-feira

Ler depois de investigar o post anterior
Cuidado amigos e companheiros do sexo masculino, com o sexo oposto muitas vezes a lebre é gato, o que no caso não seria mau, se fosse gata, e principalmente o mar está cheio de outras realidades, nem tudo o que vem à rede é peixe. pois não é que comprei o dito produto, prometia que as representantes do sexo feminino iriam ficar loucas por mim, são as feromonas, apliquei o dito segundo as regras, que li atentamente. vim para o atelier trabalhar e aqui fiquei, rodeado de homens, durante trinta horas. todo esse tempo depois o tabaco acabou e tive que sair até à estação de serviço mais próxima, estacionei, entrei, fui até ao balcão e dez passos antes de lá chegar a representante dos quadros do rembrant mas à escala seis para um, e um pequeno como eu, com um olhar retirado do momento mais assustador do Hieronymous Bosh, salta por cima do balcão e antes de eu pedir seja o que for, um português suave, qualquer coisa suave pelo menos, tenta me agarrar, aos berros, a dizer que eu era o homem da vida dela. consegui por segundos me desprender de tamanha ameaça e sai da estação a correr, a doida corre atrás de mim, não tive tempo de entrar no carro, vim até ao atelier e garanto que vencia o obikwelu nesse tragecto, neste momento estou trancado na minha sala, a fera bate na porta lá em baixo e sei que a porta não vai aguentar por muito mais tempo, o carro ficou na estação e nem tabaco tenho, para fumar e tentar relaxar um pouco, temo pela minha vida, talvez este seja o ultimo post que publico neste blog. cuidado amigos, nem sempre conseguir o que se julga querer é o melhor caminho a seguir.
SOCORRO!!!!

Fogo, e só agora é que eu descubro isto!!!!

Eu na praia não morro, se morrer é em alto mar, afogado, atiro-me à água e nado, nado até encontrar água doce, na praia não morro, no mínimo morro a tentar!!!

segunda-feira

Esta musica é só para inspirar e para ajudar a ler a posta em baixo, um pouco do que ando a escrever.


domingo

No fim-de-semana, as coisas não são assim tão diferentes dos dias da semana. É verdade que não vai ao emprego, mas não é verdade que não trabalhe. É verdade que não almoça num café nem tem conversas fúteis e banais com as colegas, mas almoça em casa e vai ao café em frente à porta do prédio, ter conversas ridículas e inúteis com as vizinhas. É verdade que não tem que levar as filhas à escola, mas quase todos os fins-de-semana as tem que transportar, ou para casa do pai, ou a uma festa de um qualquer colega, ou a casa de um dos avós.
Ontem, sexta-feira, estava tão cansada e em baixo que recusou um convite de um casal amigo para jantar e em vez de um copo de vinho, bebeu três, e em vez de um comprimido, tomou dois. Conseguiu dormir até às nove e meia da manhã, acordou fisicamente mas sentia-se num limbo, deve ter sonhado toda a noite mas não se lembra.
Da sala vem a toda a velocidade e no quarto entra com toda a força, o som da televisão, os desenhos animados que em nada a animam, e a discussão das filhas sobre que canal ver.
Era tudo tão mais simples quando só haviam dois canais, sem escolha.
O dia amanheceu cinzento, promete chuva. Já tantas promessas ficaram por se cumprir na sua vida, tem a roupa da semana para lavar, e a mesma vai ter que secar para que ainda neste fim-de-semana seja passada a ferro, há uma semana inteira que vem aí.
Enquanto vivia com o ex. Marido, as finanças ainda davam para ter uma empregada uma vez por semana e para mandar engomar a roupa fora. Mas agora, com duas rendas para pagar, é completamente impossível, nem sequer há diálogo ou vontade.
É assim, pelos vistos o amor ou a falta dele também são factor importante para a hierarquia das classes sociais.
Levantou-se sem fazer barulho, ou tentou, é uma fugitiva dentro da sua própria casa, mesmo sem a presença dele, agora são as filhas, se a ouvirem a pé, uma grande quantidade de pedidos ordenados vão surgir na sua consciência, e ela, a consciência, não a vai deixar ficar leve, indiferente ou absorta a eles.
Não sabe dizer não, nasceu na classe média e nela sempre viveu. Se tem nascido pobre, muito cedo tinha aprendido, não posso, não tenho, não consigo. Já se rica tivesse surgido neste mundo, não quero, não gosto.
Aprendeu que no meio é que está a virtude, não consegue descobrir que virtude é essa, e existem dias em que deseja não ter virtude alguma, nem vergonha nenhuma, nem nada. Hoje o que ela mais deseja é o nada, mesmo que ainda o sinta como um pesado vazio, hoje é por esse vazio que suspira.
Mas não o pode ter.
Consegue tomar banho calmamente, sem ser interrompida. Apesar da vontade de se masturbar, não consegue se libertar da realidade que julga existir ao seu redor, e sempre que ao de leve lá toca, é no ex. Marido que pensa, isso dói-lhe, dá-lhe um sabor amargo na boca e humidade nos olhos. Desiste.
Apesar dos pesares, toma o seu banho e ele dá-lhe uma sensação de leveza e rejuvenescimento.
Sai da casa de banho e dirige-se para a cozinha, a finalidade é preparar algo para o seu pequeno almoço, pelo caminho ouve:
- mãe tenho fome
A leveza que ganhou no banho, dá-lhe forças para interagir com a realidade por impulso:
-acho que já sabes muito bem onde está a comida nesta casa e o que deves comer.
-não me apeteceu preparar
Questiona-se se já nascemos acomodados ao facto de estarmos vivos, o porquê de todos ao seu redor lhe parecem amorfos e sem iniciativa.
Prepara três sandes mistas com manteiga, com pão do dia anterior, que torra ligeiramente, faz um café e tira dois iogurtes do frigorífico.
Tudo em cima de um tabuleiro de plástico vermelho é transportado para a sala e chegando lá ouve a critica e o julgamento, uma não queria queijo a outra queria leite e não um iogurte. Já vive com a certeza que nunca nada, nem ninguém ao seu redor está ou no mínimo mostra-se satisfeito.
É a ela que nada satisfaz.
Uma imagem qualquer, que não consegue contextualizar e que lhe surge na consciência vinda da televisão, traz-lhe à memória o cão que vivia no largo onde ela viveu com os pais os primeiros doze anos da sua vida. Não recorda o nome do cão. Lembra-se da tristeza que sentiu quando mudaram de casa, para uma casa melhor, não era um rés-do-chão e era num prédio grande, novo, não tinha dois quartos, agora o pai podia ter um escritório e trazer trabalho para casa.
Ela, aos doze anos, perdeu a rua para brincar, o prédio grande e chique, ficava no que os pais chamavam de avenidas novas, essas novas avenidas eram largas e grandes e nelas não haviam miúdos de idade dela a brincar, muito menos segurança ou escala para sentirmos a rua como nossa, era simplesmente grande demais, de súbito, aos doze anos o mundo ficou enorme e ela começou a sentir-se cada vez mais pequena.

Nunca mais viu o cão, não se recorda do seu nome.
Ao menos o fim-de-semana tem isto, algum tempo para divagar por memórias aparentemente inúteis.
São onze da manhã quando o telefone toca. Do outro lado do auscultador a voz é a do ex. marido. Diz-lhe que não vai poder estar em Lisboa no próximo fim-de-semana, por questões de trabalho, dá-lhe uma razão sem ela lhe ter pedido nenhuma, pede-lhe para ficar com as miúdas neste fim-de-semana e não no próximo.
Se os tempos fossem outros ela decidia e as crianças obedeciam, hoje ela pergunta às filhas se têm vontade, hoje as crianças decidem, apesar de ter combinado com uma amiga ir para a praia no próximo fim-de-semana e talvez pernoitar pelo Meco.
Ao meio-dia a campainha toca, o ex. marido não sobe, as crianças descem e ela fica sozinha em casa, sem planos, só, com obrigações, sem objectivos, só, com o quotidiano, sem sonhos, só, com os seus próprios pesadelos.

frases de Gabiru (2)

ela: de que sabor é o gelado?
Gabiru: é de Amor!

sexta-feira

frases de Gabiru (1)

ela: sabes, estou numa fase que cada vez gosto mais de estar comigo!
Gabiru: como eu te compreendo, eu também cada vez gosto mais de estar contigo!

NÃO GOSTO DE TER SEGREDOS E AINDA MENOS DE GUARDAR OS SEGREDOS DOS OUTROS!
O GUARDADO GANHA MOFO!!
SE NÃO QUERES CONTAR A NINGUÊM, NÃO ME CONTES A MIM, EU TAMBÉM SOU GENTE!

Abraçar a vida, saber aceitar o que ela te dá, e isto não é dizer: ficar resignado ou deixar de lutar, construir algo melhor.
Nunca deixar de procurar o sorriso mais sincero que existe dentro de ti, encontrá-lo e trazê-lo aos teus lábios e com eles olhar nos olhos do outro que contigo interage.
Observar tudo, dar atenção a todos, a tudo, ter consciência do máximo e saber aceitar o que és. Em cada momento que sentes que és.
Saber dizer não e conseguir dizer sim com vontade e prazer.
A única coisa importante é gostares de seres o que és.
O único desejo válido, é o desejo de continuares a gostar ser quem és, quando de súbito mudares, porque tudo está sempre a mudar e nada consegue se manter eterno, idêntico, no passar do tempo, e na vida que corre, quase sempre desgovernada.
Não existe governo para a vida, a vida não é uma ditadura nem uma democracia, nem um estado membro, a vida é energia e amor. E no amor não há leis nem regras nem ordem, no amor há, simplesmente.
“E afinal o que importa é por ao alto a gola do peludo, à saída da pastelaria, e lá fora rir de tudo, no riso admirável de quem sabe e gosta, ter lavados e muitos dentes brancos à mostra”
Afinal o que importa é sorrir.
Afinal o que importa é viver, viver intensamente, dar tudo o que tens e pôr tudo o que és naquilo que fazes e vives, de nada vale guardar, o guardado ganha mofo o vivido construí memória e ensina-te a viver algo mais.



"A Rita levou meu sorriso
No sorriso dela
Meu assunto
Levou junto com ela
O que me é de direito
E Arrancou-me do peito
E tem mais
Levou seu retrato, seu trapo, seu prato
Que papel!
Uma imagem de são Francisco
E um bom disco de Noel

A Rita matou nosso amor
De vingança
Nem herança deixou
Não levou um tostão
Porque não tinha não
Mas causou perdas e danos
Levou os meus planos
Meus pobres enganos
Os meus vinte anos
O meu coração
E além de tudo
Me deixou mudo
Um violão"

e agora eu pergunto apenas duas coisitas, primeiro como é que a Rita deixou o violão mudo? será que roubou a inspiração ao rapaz? será que lhe partiu o violão na cabeça? segundo, se a Rita matou o amor de vingança, é porque alguma ele lhe fez, vingança de quê?

quinta-feira



We wanted to find love
We wanted success
Until nothing was enough
Until my middle name was excess

Somehow I lost touch
When you went out of sight
When you got lost into the city
Got lost into the night

I was in need of help
Heading to blackout
Till someone told me "run on in honey
Before somebody blows your goddamn brains out"

You shoplifted as a child
I had a model's smile
You carried all my hopes
Until something broke inside
But now

We float
Take life as it comes
We float
Take life as it comes

So will we die of shock?
Die without a trial?
Die on Good Friday?
While holding each other tight

This is kind of about you
This is kind of about me
We just kinda lost our way
We were looking to be free
But one day

We'll float
Take life as it comes
We'll float
Take life as it comes

But one day
We'll float
Take life as it comes

terça-feira

PORTUGAL ESTÁ ENCAVACADO!!!

segunda-feira

"Immerse your soul in love"
(Radiohead)

sexta-feira

Declaração Oficial
A Direcção da associação Cuidado com as Ritas, vem por este meio declarar e tornar publico que o plural do seu nome, não é condição para existir abuso.
Basta uma Rita para deixar um rapaz de rastos.
Se foste vitima de apenas uma Rita, podes procurar o apoio dos nossos serviços.

quinta-feira

IN_PERMANÊNCIA





Don't get any big ideas
they're not gonna happen
You paint yourself white
and feel up with noise
but there'll be something missing
Now that you've found it, it's gone
Now that you feel it, you don't
You've gone off the rails
So don't get any big ideas
they're not going to happen
You'll go to hell for what your dirty mind is thinking

Terá sido ontem o dia que vai ficar gravado na história, como o dia da morte da indústria discográfica? É possível que sim.
Também é verdade que uma banda como os Radiohead, com a carreira construída que já têm, com o número incalculável de fãs pelo mundo fora, onde me incluo. Na verdade nunca gostei muito de ser fã disto ou daquilo, sempre fui é mesmo do contra, mas em relação aos Radiohead, foi sempre mais forte a admiração pela sua música que o desejo de ser do contra. Ia eu a dizer que para uma banda como os Radiohead, é possível uma acção como a que tomaram ontem.
Por outro lado, para quem está a começar neste momento uma carreira, o difícil mesmo, pondo de parte a questão do talento e dor e do suor necessários para a criação e uma obra, é a divulgação. Todos sabemos que os artistas muito pouco ou quase nada ganham com a venda de CD’s e que os mesmos são primordialmente um meio de captar ouvintes para os espectáculos, e que o número de vendas de um determinado CD serve primordialmente aos artistas para que as rádios e televisões passem as suas músicas e assim paguem pelos direitos de transmissão. Assim, para quem começa, começar por vender a sua música na Rede ao preço que o cliente quiser pagar, parece-me a mim algo de muito inteligente, mata dois coelhos com uma cajadada só, por um lado aniquila com a industria discográfica e com o monopólio que sempre tiveram. Já pensaram quantos músicos fabulosos podem ter ficado pelo caminho apenas porque não conseguiram encontrar um editor com ouvidos? Por outro lado dá uma forte machadada na moda de puxar música da rede a torto e a direito, música que na maior parte das vezes não é ouvida sequer e à qual não se dá o devido valor e atenção.
Os Radiohead ao perguntarem ao publico quanto querem pagar pelo download do álbum, estão ao mesmo tempo a perguntar: Queres realmente ouvir?
E quem me conhece já me deve ter ouvido dizer que as opiniões são como os rabos, toda a gente tem uma, e quem quer dar, dá. A minha opinião não tem mais ou menos valor que as outras, mas como a quero dar… a minha opinião é que vale realmente muito a pena ouvir, mas nunca ouvir apenas uma vez. É mais um dos álbuns dos Radiohead que deve ser ouvido algumas vezes, que vai entrado em nós a cada audição, que deve ser ouvido da primeira à última música, de seguida. E mais uma vez provam a razão do porquê de não aceitarem vender músicas avulso em sites como o iTunes.
É claro que vai sempre existir aquela música, ou a outra, mas os álbuns dos Radiohead são um todo, uma história, um percurso de emoções; principalmente desde Ok Computer.
Ao longo do tempo e dependendo do meu estado de espírito ou do momento da minha vida, as minhas músicas especiais de cada álbum vão mudando. No Ok Computer foi durante muito tempo o No Surprises e o Karma Police, depois o Paranoid Android e hoje o Exit Music (For a Film) é a que me arrepia mais facilmente. Tem sido sempre assim com todos os álbuns deles.
Hoje, e depois de umas dez audições do In Rainbows, Nude, House Of Cards e Reckoner são os meus temas, mas Videotape ou Jigsaw Falling Into Place são lindos. As letras são fortes e para quem não percebe a dicção do Thom York, que é o meu caso, aqui fica um link, se é que já não conhecem.
Boas Músicas.

"It's fun to make people stop for a few seconds and think about what music is worth, and that's just an interesting question to ask people."
(Jonny Greenwood)

"We believe if your music is great, the people will pay for it."
(Bryce Edge - manager dos RADIOHEAD)

quarta-feira

COM_PAIXÃO

Isto deixou-me a pensar um bom bocado, e continuo... :
1-"A compaixão está em contradição com as emoções tónicas, que elevam a energia do sentimento vital; a compaixão tem uma acção depressiva. Quando alguém se compadece, perde a força. Pela compaixão aumenta-se e multiplica-se o desperdício de energia que o sofrimento, por si próprio, já traz à vida." (Friedrich Nietzsche)
2-"A vida é negada pela compaixão, a compaixão torna a vida ainda mais digna de ser negada" (Schopenhauer)
3-"A maior ameaça à compaixão é a tentação de sucumbir às fantasias de superioridade moral. Estimulados pela efusão do altruísmo desinteressado que mostramos em relação aos outros, podemos começar a acreditar que somos seus salvadores. Surpreendemo-nos assumindo humildemente a identidade de alguém que foi escolhido pelo destino para curar as dores do mundo e mostrar o caminho da reconciliação, da paz e da iluminação. As palavras com que aconselhamos uma pessoa aflita imperceptivelmente se transformam em exortações à humanidade. As sugestões de um plano de acção que damos a um amigo convertem-se em cruzada moral" (Stephen Batchelor)



O meu já cá canta, até agora sinto o mesmo que senti em quase todos os albuns dos Radiohead, depois da primeira audição: isto é bom mas ainda não entrou como vai entrar um dia destes.
Acho extraordinário venderem o album e ser o cliente que escolhe o preço. Uma das minhas bandas preferidas, e já estava com saudades desta sensação de ouvir novas musicas.
E tu, quanto pagaste pelo teu?


terça-feira

No inicio deste blog, existe um pequeno texto sobre o encontro, sobre o facto do espaço ser curvo, sobre o facto de nem todos viverem ao mesmo ritmo, e mesmo a viverem o mesmo acontecimento, as pessoas vivem-no de forma diferente a ritmos diferentes.
Encruzilhadas, palavra pela qual sinto uma especial atracção, uso-a muito, num poema um pouco mais atrás, neste blog, lá está ela.
Cruzamentos, esquinas.
Desde sábado que toca em repeat no meu carro a música do Jorge, que fala um pouco disto tudo, e da forma maravilhosa como ele escreve. Depois existe também a minha já mencionada paixão por comboios, e lá estão os pouca terra na música do Jorge também.
Mais os pianos, amigos de longa data.
Prometi-lhe não a “encavacar” mais. Gosto de tentar cumprir com as minhas promessas, mas odeio fazê-las, não gosto de prometer nada. O prometer tem a ver com o futuro, eu quero viver o presente, não me interessa saber o que vou fazer ou deixar de o fazer amanhã, interessa-me sentir e saber o que estou a fazer agora. E neste momento escrevo sobre a encruzilhada de ontem.
Vou reencontrar-te noutro bar de estação, pensei eu numa estação de comboios é claro, errado, reencontrei-te no bar da estação de serviço.
Podia ter saído do atelier mais cedo, ou mais tarde. Tanto tinha pouco trabalho para acabar com urgência, como tinha trabalho para desenvolver e adiantar. Sai às dezanove e um quarto (19:15).
Podia não ter ido dar um beijo às minhas sobrinhas e saber da vida delas, e podia apenas ter dado o beijo e ido embora, mas fiz cócegas e elogiei os ténis novos.
Podia não ter parado na estação de serviço para alimentar o depósito do carro, afinal de contas tinha gasolina para chegar ao meu destino, mas não tinha para voltar e ainda tinha algum tempo. Tinha combinado estar no bairro às nove (21:00), eram oito e pouco (20:…).
O cartão de Multibanco podia ter funcionado na porcaria da bomba, mas por mais vezes que tentasse, e também podia ter tentado só uma, a mentecapta da bomba só dizia: cartão ilegível.
Alimentei o depósito e fui pagar no interior da estação de serviço.
Estavam umas quatro (4) pessoas na fila, dois lugares à minha frente e na véspera de ser atendida, de costas para mim, estava uma mulher que me atraiu de imediato.
Deve ser linda, ela. Observo com mais atenção e de súbito caiu em mim. Não pode ser… ao chegar a sua vez consigo ouvir a sua voz e pronto, era mesmo ela.
Agora até mesmo sem a reconhecer ela me atrai e eu que lhe prometi que não a “encavacava” mais. Quer ser comigo aquilo que já é. Pelos vistos tem menos ambição que eu.
Cumprimentamo-nos, tento sorrir-lhe cá do fundo, mas se lhe prometi que não a “encavacava” mais, como é que lhe posso sorrir de outra forma que não a de quem se quer encruzilhar com ela.
E pelos vistos já somos dois a querer o mesmo, eu e o acaso. E logo agora que já tão raramente me sinto sozinho, o acaso decidiu acompanhar-me.
Disse-lhe de onde vinha, mas não lhe perguntei porquê. Na verdade já pouco me importa as minhas razões ou as razões dos outros. Quantas vezes procurei a razão? Quantas vezes senti eu, ter a razão? Tenho cá para mim que foram exactamente e matematicamente as mesmas vezes que sofri com as consequências.
Ela disse-me para onde ia, e foi.

segunda-feira

CARNAXIDE!
PODEM IR ARMANDO O CORETO E PREPARANDO O FEIJÃO PRETO, ESTOU VOLTANDO!!!

sábado

Saiu de casa, já tarde. A noite foi longa e de suor. Acordo ainda envolto, tomo um banho quente e longo. Quero comprar uma t-shirt. O carro ficou em Carnaxide, tenho que ir de transportes ter com ele. Vou a caminhar até Algés, gosto de caminhar, sentir o dia. O autocarro custa 1,7€ o táxi fica mais ou menos por 6€. Vou de autocarro, faz tempo que não entrava nos autocarros da vimeca. Pelo caminho recebo umas mensagens no telemóvel, falo com alguns amigos, sobre a noite de ontem, a noite de hoje, a noite de amanhã.
O carro continua no mesmo lugar onde o deixei ontem, é dentro dele que me sinto em casa, sou um nómada. Boa tarde, desculpe, sabe me dizer onde fica a Rua Teixeira de Pascoais? É perto do cinema King. A loja está fechada, não vou conseguir comprar a t-shirt.
Sigo para o bairro, vou ter com a minha prima. Paro na Fnac, vou comprar o Anticristo de Nietzsche. Não resisto, levo o ultimo CD do Jorge Palma.
Na auto-estrada quando começa a tocar a musica cinco, eu não levo cinco segundos a sentir que estava a chegar a mim, mais uma daquelas musicas do Jorge, que me arrepiam, que me trazem lágrimas aos olhos de emoção, é Bela.




Olá! Sempre apanhaste o tal comboio?
Eu já perdi dois ou três
Entre o ócio e as esquinas
Ganhei o vicio da estrada
Nesta outra encruzilhada
Talvez agora a coisa dê
O passado foi à história
Cá estamos nós outra vez

Conheço a tua cara, mas não sei o teu nome
Eu escrevo já aqui, não sei o quê, arroba-ponto-come
Vou-te reencontrar noutro bar de estação
Ou talvez quando perder mais um avião
O barco vai de saida, tu estás tão bronzeada
É tão bom ver-te assim, ardente,
Tão queimada

Eu quero reencontrar-te noutra esquina qualquer
Sem saber o teu nome ou se ainda és mulher
Quero reconhecer-te e beber um café
Dizer-te de onde venho e perguntar-te porquê
Sorrir-te cá do fundo, subir os degraus
Eu quero dar-te um beijo
A cinquenta e tal graus

Quero reencontrar-te noutra esquina qualquer
Sem saber o teu nome ou se ainda és mulher
Quero reconhecer-te e beber um café
Dizer-te de onde venho e perguntar-te porquê
Sirrir-te cá do fundo, subir os degraus
Eu quero dar-te um beijo a cinquenta e tal graus

Sempre apanhaste o tal comboio?
Já perdi dois ou três
Entre o ócio e as esquinas
Ganhei o vicio da estrada
Nesta outra encruzilhada
Talvez agora a coisa dê
O passado foi à história
Cá estamos nós outra vez
Cá estamos nós outra vez

quinta-feira

CUIDADO!!! AS RITAS ANDAM AÍ.
Foi hoje fundada uma associação sem fins lucrativos, apesar de toda a sociedade ir lucrar e muito com a sua actividade.
É uma associação de apoio social e pedagógico.
Tem por finalidade primeira, prestar apoio a todos os níveis às vítimas.
O segundo objectivo da associação é a realização de debates e cursos para atingir a finalidade de conseguir sobreviver às Ritas.

quarta-feira

Apesar dos pesares, e vamos lá de uma vez por todas perceber que pesares existem sempre, eu lá continuo a acordar bem disposto. Não me perguntem como ou porquê, eu cá não faço a mais pequena ideia de onde me vem esta alegria e esta energia que me faz acordar com um sorriso nos lábios à meses, e que me faz encarar a vida com bom humor, porque isto se não for para rir, é para quê? A vida é mesmo uma piada e tem imensa piada.
Hoje deixo aqui duas músicas, de que não gosto nada, que também me trazem algumas memórias, principalmente a do Lionel Richie, a minha irmã a ouvir esta treta que nem melodramática é, e a ouvir, e a ouvir, e a ouvir…. Já a do Stevie Wonder, foi com ela que conheci o senhor, hoje acho que é a pior musica que ele alguma vez compôs, existem outras de que gosto e dou-lhe valor.
Deixo aqui as duas, porque hoje me ajudaram a viver a minha vida com humor e bem disposto, que aliás é como a tenho vivido. Obrigado Música.





terça-feira

É URGENTE, HOJE PRECISO DE UM DESACTIVIA!!

Existem musicas que marcaram a minha memória no passado, de uma forma tão concreta e intensa, que o tempo passa e sempre que as volto a ouvir, consigo sentir o mesmo que senti nesses momentos.



Estrada até Aljezur, ford fieta branco de dois lugares, vidros abertos, o Hugão ao meu lado, sempre com medo dos carros mas comigo nunca o senti muito stressado, hoje já anda no seu smart "à abrir". Férias grandes, amigos e o Alentejo todo por nossa conta, até ao Algarve para terminar na ilha de Tavira, sem horários, sem obrigações, apenas a vontade de estarmos juntos sem nada para fazer, praia, copos, discotecas manhosas, cartas, snooker, matraquilhos, tendas e parques de campismo, muita folia.

Esta musica vem sempre acompanhada da memória de estar no carro a descer para sul, com o Hugo ao meu lado e os dois a cantar, eu mais aos berros que ele.


WELL WE KNOW WHERE WE'RE GOIN'
BUT WE DON'T KNOW WHERE WE'VE BEEN
AND WE KNOW WHAT WE'RE KNOWIN'
BUT WE CAN'T SAY WHAT WE'VE SEEN
AND WE'RE NOT LITTLE CHILDREN
AND WE KNOW WHAT WE WANT
AND THE FUTURE IS CERTAIN
GIVE US TIME TO WORK IT OUT

We're on a road to nowhere
Come on inside
Takin' that ride to nowhere
We'll take that ride

Feelin' okay this mornin'
And you know,
We're on the road to paradise
Here we go, here we go

We're on a ride to nowhere
Come on inside
Takin' that ride to nowhere
We'll take that ride

Maybe you wonder where you are
I don't care
Here is where time is on our side
Take you there...take you there

We're on a road to nowhere
We're on a road to nowhere
We're on a road to nowhere

There's a city in my mind
Come along and take that ride
and it's all right, baby, it's all right

And it's very far away
But it's growing day by day
And it's all right, baby, it's all right

Would you like to come along
and you could help me sing this song?
And it's all right, baby, it's all right

They can tell you what to do
But they'll make a fool of you
And it's all right, baby, it's all right
[x2]

We're on a road to nowhere

segunda-feira

FAZER DÁ MUITO TRABALHO.
EU BEBO PORQUE GOSTO DO SABOR.
ACTIVIA POÊM-TE A CAGAR.
NO MÍNIMO, UM DOSEADOR PARA CADA UM DE NÓS.
VIVA TALAIDE!
JOLIE OS MITRAS ESTÃO LÁ EM BAIXO.
VAIS-TE EMBORA NESTE ESTADO?

AMIGOS, OBRIGADO!

Que festa maravilhosa, que companhia, que folia, divertimento, que tudo.
É tão fácil e simples ser feliz, não há mesmo festas como estas, as nossas festas.

sexta-feira

"Não é o ângulo recto que me atrai
nem a linha recta, dura, inflexível,
criada pelo Homem.
O que me atrai é a curva livre e sensual,
a curva que encontro nas montanhas
do meu pais,
no curso sinuoso dos seus rios,
nas ondas do mar,
no corpo da Mulher preferida.
De curvas é feito o universo.
O universo curvo de Einstein"

Oscar Niemeyer

DESCUBRA AS DIFERENÇAS!!!


quinta-feira

Existem autores e algumas músicas desses autores, que mexem comigo de uma forma intensa, tão intensa que nem sei explicar o como e muito menos deduzir o porquê.
Nick Cave é um desses autores, comecei a ouvi-lo com mais atenção no Murder Ballads, já conhecia mas nunca lhe tinha dado a devida atenção. Com esse álbum a minha relação com a sua música mudou, dai para a frente fui dar atenção aos seus álbuns anteriores e sempre que um novo aparecia, ouvia-o.
Há algum tempo atrás encontrei um cd triplo B-Sides And Rarities, comprei logo, tem algumas músicas repetidas de outros cd’s e tem realmente algumas raridades divinais, como uma versão de Rainy Night In Soho dos Pogues, magistral.
Neste post faço a minha singela homenagem a uma música dele que adoro e que me faz lembrar algumas mulheres morenas, de cabelo negro, que conheço. Como adoro comboios a música ainda é mais bela para mim, fico a imaginar a beleza e profundidade das mulheres morenas e maravilhosas que conheço, no comboio.
É uma música triste, sem dúvida, sobre a despedida de um amor intenso. Mas é de uma beleza extrema e talvez seja por isso que sou incapaz de a ouvir sem me arrepiar.







Last night my kisses were banked in black hair
And in my bed, my lover, her hair was midnight black
And all her mystery dwelled within her black hair
And her black hair framed a happy heart-shaped face

And heavy-hooded eyes inside her black hair
Shined at me frome the depths of her hair of deepest black
While my fingers pushed into her straight black hair
Pulling her black hair back from her happy heart-shaped face

To kiss her milk-white throat, a dark curtain of black hair
Smothered me, my lover with her beautiful black hair
The smell of it is heavy. It is charged with life
On my fingers the smell of her deep black hair

Full of all my whispered words, her black hair
And wet with tears and good-byes, her hair of deepest black
All my tears cried against her milk-white throat
Hidden behind the curtain of her beautiful black hair

As deep as ink and black, black as the deepest sea
The smell of her black hair upon my pillow
Where her head and all its black hair did rest
Today she took a train to the West
Today she took a train to the West
Today she took a train to the West

Esta é em homenagem ao meu irmão, porque nos faz lembrar o nosso Pai. É um bolero fabuloso, musica de "gábiru".



O dia começou mesmo bem, até me emocionei.
Levantei-me, tinha uns livros e uns filmes para levar para o carro e por isso fui buscar outra mochila, maior. Quando a abro, encontro um bloco que me acompanhou durante um ano da minha vida e que já tinha dado como irremediavelmente perdido.
Um bloco que me acompanhou de Setembro de 2006 até Julho de 2007.
Nele existe um encontro profundo comigo, provavelmente como nunca tinha tido até então.
Nele está a aceitação e o largar do amargo do final de uma suposta relação amorosa.
Nele está o aparecimento da paixão, o que escrevo para a minha musa.
Nele, estão ideias soltas desconcertantes. Conversas de café que ouço. Receitas contra a insónia. O conto da caixa, ou a primeira versão dele. O conto do filho do bom homem, ou a primeira versão dele.
Muita paixão. Muita poesia escrita por me sentir apaixonado.
Ainda alguma mágoa que por vezes volta mas que é sempre menos forte ou importante.
Algumas citações, principalmente de Vinicius de Moraes e Fernando Pessoa.
Musica que procuro, livros que quero ler, filmes que me aconselham.
Alguns desenhos, mas poucos, desenhei pouco nesse ano e só agora no bloco novo estou a voltar a desenhar.
Uma lista de perguntas que queria fazer à anaBela.
O aparecimento do Sr.Grisalho.
Nele está a construção e fortalecimento de algumas relações de amizade, uma em especial.
Hoje o dia começou mesmo bem, ainda tinha alguma tristeza por ter perdido este bloco, e agora encontrei-o, só por isso abro o meu bloco ao acaso e transcrevo para aqui um pouco:

Primeiro entras e tiras os sapatos
Descalça sinto-te mais próxima
Sentas-te, cruzas as pernas
Por vezes deixas-me encruzilhado
Fechas os olhos, respiras
E eu sonho ser o ar que inspiras
Um dia sorriste
E agora…
A beleza invadiu o meu dia.

quarta-feira

Hoje sinto-me muito mais leve do que ontem, as coisas agora, sinto-as no seu lugar, tudo está a ficar arrumado.
Ontem ainda acordei com um sabor amargo na boca, sentimentos guardados dentro de mim, sem os conseguir gritar ao vento. Quando os verbalizei, voaram para fora de mim.
Era como se tivesse sempre duas cores dentro mim, o vermelho da paixão que sinto e o azul acinzentado que conseguia mostrar.
Perguntava-me, mas afinal o que quero dizer? E afinal será que ela quis dizer outra coisa com o que disse realmente?
Perguntas e mais perguntas nunca feitas e sempre sem resposta, apenas mais suposições, apenas mais hipóteses, apenas mais ilusões, apenas mais projecções.
Hoje está tudo no seu lugar.
Ontem acordei a chupar um limão
Hoje sinto-me livre, de ser vermelho, de ser azul.
Tenho um arco-íris dentro de mim.



Ando com estes ursos na cabeça...


Primeiro apareceram uns ursos no video da Bat for Lashes, depois um amigo gravou-me este album:
e agora não consigo ficar quieto quando ponho a tocar esta musica.




terça-feira

Esperei algum tempo por uma resposta tua, sem nunca ter feito a pergunta.
Deduzi muitas vezes o teu sentir, sem nunca te ter sentido.
Sonhei a dormir e acordado com o contrário do óbvio.
Felizmente não alimentei o sonho nem a expectativa.

Afastei-me de ti para ser mais fácil aceitar a realidade dos factos.
Mas tu guardas em ti uma beleza que me encharca.
Quando voltei a me aproximar…
Voltou o encantamento sobre o desconhecido que guardas.

Mas desta vez, apesar de ter voltado a não perguntar,
Apesar de ter voltado a não sentir
Apesar de ter voltado a sonhar.
Tu respondeste.

Mas desta vez foi mais duro, foi melhor.

segunda-feira

Não é propaganda a uma operadora de telemóveis
É um sentido ATÉ JÁ!
Marcel Marceau

sábado

EU BEBO SIM, E ESTOU VIVENDO. TEM GENTE QUE NÃO BEBE, E ESTÁ MORRENDO!


quinta-feira

fotografia de Cartier Bresson

Continua a ser fácil encontrar a felicidade, como em criança. Muitas vezes basta ter duas meninas a olhar para mim e por perto, sou narciso e gosto de ser observado, tanto quanto gosto de observar. E ter duas garrafas na mão. Assim também eu tenho um sorriso nos lábios e caminho confiante.


Luis Severo ElMau

Elevar Seio Sul Um

Elevar Eu Sim Luso

Ela Livre Seu Sumo

Ela Museu Se Livro

Leal Esse Ouvir Um

Leal Rei Museu Vos

Leal Resumo Se Viu

Lesma Livre Eu Uso

Suave Rei Mel Luso

in Memórias de Adriano
"A felicidade é uma obra-prima: o menor erro falseia-a, a menor hesitação altera-a, a menor falta de delicadeza desfeia-a, a menor palermice embrutece-a"

quarta-feira

Sambista maravilhoso, poemas simples, clareza no sentir.
As Rosas não Falam

Bate outra vez
Com esperanças o meu coração
Pois já vai terminando o verão
Enfim

Volto ao jardim
Com a certeza que devo chorar
Pois bem sei que não queres voltar
Para mim

Queixo-me às rosas
Que bobagem! as rosas não falam
Simplesmente as rosas exalam
O perfume que roubam de ti

Ah! Devias vir
Para ver os meus olhos tristonhos
E quem sabe sonhar os meus sonhos
Por fim

terça-feira


I Cry
by Barlow / Rhodes

One day I met a precious soul
Who's words had touched my heart
His poetry resounded so
It tone my soul apart
But when I tried my thoughts to speak
Emotion made my mind so weak
And time stood still for years and years
I bathed him in my tears

I cried, I tried
Tears of joy tears of pain
I cried, I cried
Tears of love again and again

Some people turn to pills and things
To help them throught the day
To take them up or down or just
To ease the blues away
But me I really want to feel
The ups and downs of life so real
Happy or sad emotions reign
My tears flow just the same

I cried, I tried
Tears of joy tears of pain
I cried, I cried
Tears of love again and again

I cried, I tried
Tears of joy tears of pain
I cried, I cried
Tears of love again and again

Gonna turn so completely I leave no trace
Through so many out there would laugh in my face
For wearing emotion so close to the skin
Condamn me they might it to love's such a sin

I cried, I tried
Tears of joy tears of pain
I cried, I cried
Tears of love again and again

I cried, I tried
Tears of joy tears of pain
I cried, I cried
Tears of love again and again

sexta-feira

quarta-feira

NÃO HÁ FESTA COMO ESTA!!!

Amigos, Comes e Bebes, Conversa, Musica, Exposições, Livros, Sai Sempre, Caminhar, Carvalhesa... AVANTE!!!!!!

quinta-feira

Não tenhamos duvidas, nem tão pouco vale de muito acreditar, e perder tempo a sonhar que somos capazes de mudar o mundo é inútil. Se continuarmos a entender essa realidade chamada de mundo, como algo que nos rodeia, ou que nos enclausura, ou que nos contem.
É errado, não é o mundo que te contem, és tu que conténs o mundo e todo o teu mundo existe é dentro de ti.
Não vais conseguir mudar a cor do céu, de nada te vale desejar alterar a forma dos olhos do outro que amas. Não nos é possível mudar os outros, apenas conseguimos nos mudar a nós mesmos, mesmo partindo do principio obvio de que tudo está em constante mudança. Não controlas ou direccionas essa mudança, apenas consegues influenciar a mudança que ocorre em ti.
Agora, se entendermos que o mundo todo existe em nós, e se conseguirmos direccionar a mudança que acontece em nós, estamos imediatamente a mudar o mundo.
Ao nos mudarmos a nós mesmos, ao nos darmos e mostrarmo-nos mudados ao outro, vamos sempre, no mínimo, insinuar ao outro uma nova realidade, um novo caminho, uma mudança.
É também isto que construi o amor, é também isto que ajuda a fortalecer uma relação amorosa.
Quantas pessoas conhecemos e já ouvimos queixarem-se do outro que dizem amar? Ele não demonstra amar-me, ele é tão ciumento, ele só trabalha, se ele fosse menos ou se ele fosse mais, se ele fosse assim ou se ele fosse de outra forma qualquer. Continuamos a sonhar mudar o outro e muito raramente encontramos alguém que queira se mudar a si mesmo. Enquanto continuarmos a desejar muito mais receber do que dar, vamos estar todos a caminhar a passos largos para a solidão, profunda solidão.
A minha experiência mostra-me isto mesmo, quantas pessoas à minha volta, sobretudo as que me amam profundamente e já o demonstraram claramente, demonstraram também ao longo do tempo, preocupação comigo, com a minha tristeza, com a minha dependência, com o meu apego profundo e feito de desapegos claros. No dia em que decidi olhar para mim mesmo, mudar o que não gostava em mim, mudar o meu mundo interior, mudar o mundo onde vivo e depois partilhar essa mudança, esse novo eu, esse novo mundo, com os que amo; um novo mundo, um mundo novo surgiu ao meu redor e dentro de mim e nos olhos dos que amo. Um mundo maravilhosamente novo surgiu vertiginosamente em mim.
Eu já mudei um pouco o mundo.

quarta-feira

"São as paixões que esboçam os nossos livros, e o intervalo de repouso entre elas que os escrevem"
Proust, Marcel

"A ingenuidade é uma força que os astutos fazem mal em desprezar"
Graf, Arturo

Mais 1 Chapéu!!!!

O Chapéu do ElMau!

"Todo o conhecimento genuíno tem origem na experiência directa"

terça-feira

Tu és Bela
e de tão Bela que és,
inspiras-me...
inspiras-me, suspiro...
inspiras-me a Beijar
inspiras-me...
a Tocar, inspiras-me...
a Cheirar, a Saborear
inspiras-me a Ouvir
a Olhar, a Ver
inspiras-me a Sentir
e depois?
e depois inspiras-me a escrever
a Compor e a Criar
Tu, de tão Bela que és
inspiras-me a Sonhar
inspiras-me a Agir
inspiras-me...
enches-me de Ar.

"Sem Tesão não há Solução"
"Best-seller que defende o fim do bloqueio que a sociedade impõe à satisfação do prazer, reunindo três ensaios nos quais Roberto Freire destila suas pesquisas e reflexões sobre Psicologia e Política. Segundo Freire, Sem tesão não há solução influenciou a introdução do uso da palavra tesão, com seu atual significado, no português falado no Brasil. Usada apenas para descrever excitação sexual, após o lançamento e as sucessivas edições do livro, a palavra deixou de ser chula e ganhou todas as faixas etárias e camadas sociais, literatura, rádio e TV, foi publicada em revistas e jornais. E sempre com o sentido que Freire lhe deu: paixão por algo que desperte prazer, beleza e alegria."

FUCK


Ontem conheci o trabalho de um artista plástico português, que me encantou, Miguel Palma, principalmente, do que conheci, a obra de 2006 Supremacia.

Every Sperm is Sacred


quarta-feira

"Dizes-me até amanhã, que tem de ser, que te vais.
Só que amanhã, sabes bem, é sempre longe demais"

sexta-feira

O soalho está usado, gasto, velho.
Range para suportar.
A poeira esconde a idade e mostra o tempo
de profundo isolamento e quietude.
Toda a poeira pousou, isolou as fendas.
Tapou as feridas.
Limpou o ar.
Escondeu o pavimento, e agora...
Quando me levantar
não vou ter a cruel certeza de saber onde vou pisar.
Durante algum tempo
de tanto correr
o ar poeirento e enevoado
turvou a minha visão.
Pensei eu que te via
Senti eu que eras Bela.
Mas ontem...
Saí da cama lentamente, caminhei
saí do quarto, quadrado
sem levantar um grão.
Encontrei-te ao fim do dia
o sol horizontal iluminava-te redondo
Mas ontem...
Vi-te!

quinta-feira

"Pensar é fácil. Agir é difícil.
Agir conforme o que pensamos, isso ainda o é mais "
Johann Wolfgang von Goethe

quarta-feira

JACARANDA - LILAC TREE


I lost myself on a cool damp night
Gave myself in that misty light
Was hypnotized by a strange delight
Under a lilac tree

I made wine from the lilac tree
Put my heart in its recipe
It makes me see what I want to see
And be what I want to be

When I think more than I want to think
Do things I never should do
I drink much more that I ought to drink
Because it brings me back you

Lilac wine is sweet and heady, like my love
Lilac wine, I feel unsteady, like my love

Listen to me... I cannot see clearly
Isn’t that she coming to me nearly here?

Lilac wine is sweet and heady where's my love
Lilac wine, I feel unsteady, where's my love

Listen to me, why is everything so hazy
Isn’t that she, or am I just going crazy, dear

Lilac wine, I feel unready for my love

CHUNGKING EXPRESS

A Diferença que um dia faz, 24 pequenas horas.Este filme, achava eu que já o tinha visto, e na verdade já tinha olhado para ele, ontem é que o vi realmente, finalmente, absolutamente, dentro da minha capaciade actual de observar e absorver. Tenho a certeza que noutra altura, quando e rever, ainda vou ver mais coisas. É magnifico!

"He Zhiwu, Cop 223: At the high point of our intimacy, we were just 0.01cm from each other. I knew nothing about her. Six hours later, she fell in love with another man."










terça-feira

Só Poupava mais energia... se não tivesse feito este post.

9.10 minutos de FETICH.


Dita Von Teese

'LOLITA'





"Humbert: life is very short.
Between here and that old car outside are 25 paces
Make them, now, right now.
Come away with me now, just as you are.
Lolita: You mean you'll give us the money only if i go to a hotel with you?
Humbert: No, you've got it all wrong.
I want you to leave your husband and this awful house.
I want you to live with me and die with me and everything with me.
Lolita: You must be crazy.
Humbert: no, I’m perfectly serious, Lo. I've never been less crazy in all my life.
we'll start afresh. We can forget everything that has happened.
Lolita: No, it's too late.
Humbert: No, it's not too late.
Lolita: Keep your voice down.
Humbert: don't tell me it's too late, because it's not.
If you want time to think, that's all right because.
I’ve waited already for three years and I can wait for the rest of my life if necessary.
You're not giving anything up, there's nothing here to keep you.
All right, this man is married to you, but that's purely incidental.
It was an accident that you met him in the first place.
You're not bound to him, where as you are bound to me by everything that we have lived through together, you and I.
Lolita: I’m going to have his baby in three months.
Humbert: I know.
Lolita: I’ve ruined too many things in my life.
I can't do that to him, he needs me.
come on now, don't make a scene.
stop crying! He can walk in here at any minute.
will you please stop crying?
Humbert: There are no strings attached it's your money anyway it comes from the rent of the house. there's $400 in cash.
Lolita: four hundred dollars!!
Humbert: I’ve made out a check here for $2,500.
Lolita: $2,500
Humbert: there's someone in Ramsdale who's prepared to take care of the mortgages on the house and make a down payment of $10,000. Here's the papers
Lolita: you mean we're getting $13,000?
that's wonderful!
come on now, don't cry.
I’m sorry.
try to understand.
I’m really sorry that I cheated so much but I guess that's just the way things are.
where are you going?
Listen!! Let's keep in touch.
I’ll write to you when we get to Alaska."









segunda-feira

Não Penses, Imagina!

Uma ervilha chamada Rita, apresentou-me uma Basia...


e agora eu imagino uma história da Basia em Beirut...