domingo

O relógio marca 9:51. everything in it’s right place.

Ninguém no patamar da estação, eu subo. 5:52 marca o meu telemóvel. There are two colours in my head.

Vai ser difícil me apaixonar numa discoteca, apesar de sentir estar como peixe dentro d’água, dentro dela. Mas se ela me olha, quando a olho; só a consigo olhar se não desejar. Estou já tão desesperadamente louco, tenho vergonha do desejo.

We can be heroes, just for one day. We can be us.

Não sei a que horas, ou melhor escrevendo, quando; é que o comboio vai aparecer. Já devia ter ido a andar até ao fim do patamar, vazio. E saltar.

Já é mais do que tempo de largar este patamar vazio onde me encontro, e eu não gosto de esperar.

Parei de escrever, olhei ao meu redor. A música acabou, uma mota passou, a musica começou, Calexico. Não vou saltar, estou bem sentado, descansado. Diverti-me imenso hoje, conheci-me um pouco melhor, principalmente aceitei-me, e abri uma brecha no muro que me contem, abri-me a viver a vida, procurá-la. O que me parece bom, melhor.

Mesmo sabendo que sou um burguês e que não me apetece estar sentado na estação de comboios de Algés, bêbado, maluco, à espera de um comboio que me leve daqui. Quando por mim já nem sequer sei onde ou mesmo quando quero estar. Fico resignado.

Resta-me estar aqui, quando alguém passa nas minhas costas e segue e o patamar deixou de estar vazio. Continuo a não conceder à minha presença a capacidade de encher um pouco o vazio da realidade.

A música acabou, vou respirar.

Relembra o impossível de lembrar, porque nem sequer aconteceu.

Carrega o leve peso, que de leve nada tem, no facto de teres vivido o que nunca sequer apavoraste.

Se antes tivesses tido medo, medo verdadeiro, ao ponto de fugir. Mas não. Pensaste que eras forte para tudo, pensaste que até o desamor tu vencerias, a indiferença, o orgulho, a mais pérfida ilusão.

Se os horários dos caminhos de ferro de Portugal funcionarem, ainda faltam 9minutos, contados pelo meu telemóvel, para o comboio, que me vem levar daqui, que me vai fazer nascer noutra realidade qualquer, qual mulher, qual mãe, qual vagina; chegar.

No patamar são ainda 9:51, de um momento parado no tempo.

A porta vai abrir e desta vez, em vez de sair para uma outra realidade, vou entrar para essa outra verdade qualquer. Renascer, quase viver, viver novamente, depois de algum tempo morto ou mesmo estúpido.

Like a pain in the river. Caímos ao Tejo, ajoelhamo-nos de fronte dele, caímos na rua, tropeçamos na vida, caminhamos aqui, temos esperanças, somos seres humanos.

E a rapariga na pista era linda sim, e só não dançaste mais com ela porque tens vergonha do teu desejo, e desconfias sempre do desejo do outro.

És um merdas, não vales as palavras que escreves, porque nunca vives com a paixão com que as escreves.

Nem odiar consegues.

Mata-te, no silêncio.

A última vez que chorei nos braços de alguém, tinha um espelho à minha frente, e os meus braços estavam vazios. Hoje tenho outro reflexo de mim, defronte dos meus olhos, mas os braços estão cheios.

E o comboio que não chega, e a rapariga preta que já olha, e eu que já pensava noutra rapariga, que de preto pintou o meu passado.

Mas afinal o quê é que eu quero com isto? E estavam 13º às 9:51.

E eu acabei de me sentar no interior do comboio.

Quatro homens no fundo da carruagem, do lado direito.

O comboio espera a musica parar, para arrancar.

Uma rapariga dorme dois bancos por trás de mim, para a ver tenho que olhar para trás, ou posso tentar olhar por um reflexo do vidro e assim observar uma projecção da realidade.

Vou ouvir a nova musica e viajar no comboio, um pouco.

Grande noite, até no bar à espera das cervejas que nem sequer tive que verbalmente pedir, dancei, vivi a musica e sim, fui maior do que o som, fui eu.

E pronto, afinal é possível ir ao bairro alto, encontrar amigos e divertir-me com eles, sinto-me livre. E o fiscal aparece, roda a chave e com esse movimento ordena o fechar das portas, os homens saíram todos em Oeiras e o meu passe social prova que sou livre de viajar neste comboio.

E que bom seria se o céu ficasse azul e o sol nascesse, aqui.

Já o sinto, deixei de o pressentir, já o vejo quase.

Até quando me vou contentar apenas com o sonho? Ao ponto de nem sequer desejar a realidade? Se apenas o sonho me contenta, como desejar a realidade?

Desejo a utopia, a verdade das verdades, o possível apenas e só num único lugar, ontem.

Amanhã, logo se vê, logo de vive, se for melhor que hoje, óptimo, fantástico. Maravilhoso.

terça-feira

Parece-me que estou a ficar mesmo louco.
Existem dias em que sinto que o livro que leio está realmente a falar comigo, ou a musica que ouço, sabe onde estou e quem sou.

A ler no Jardim da Estrela.

"Não odeio a regularidade das flores em canteiros. Odeio, porém, o emprego público das flores. Se os canteiros fossem em parques fechados, se as árvores crescessem sobre recantos feudais, se os bancos não tivessem alguém, haveria com que consolar-me na contemplação inútil dos jardins. Assim, na cidade, regrados mas úteis, os jardins são para mim como gaiolas, em que as espontaneidades coloridas das árvores e das flores não têm senão espaço para o não ter, lugar para dele não sair, e a beleza própria sem a vida que pertence a ela.
Mas há dias em que esta é a paisagem que me pertence, e em que entro como figurante numa tragédia cómica. Nesses dias estou errado, mas, pelo menos em certo modo, sou mais feliz. Se me distraio, julgo que tenho realmente casa, lar, aonde volte. Se me esqueço, sou normal, poupado para um fim, escovo um outro fato e leio um jornal todo." (Bernardo Soares - Livro do Desassossego)

quarta-feira

o meu sofrimento, reside apenas no facto de não conseguir partilhar o que sinto, o que penso, o que faço, o que sou.
já só quero dar, que bom que é esta sensação.
dar, de ar, respirar, inspirar, expirar.
respirar-te e expirar-me.

sexta-feira

Naquelas manhãs, ligeiramente frias de fim de inverno, ou ligeiramente mornas de inicio de primavera, quando o sol aparece, quem não se sente aconchegado? Quem não sente um aumento de um calor interior? Quem não percebe que de súbito a beleza é mais fácil de vislumbrar?

“a beleza salvará o mundo”

E é como se toda a vida tivesse começado nesse preciso momento. Acordamos de um sono revolto e molhado de suor.

É o brilho que finalmente aparece.

É a senhora que mesmo e apenas ao trazer do vão de escada para a rua o caixote verde, o faz com uma luz grandiosa.

É a realidade a deixar claro que existe, existe para ser vivida.

Existes para seres amada.

quinta-feira

Tenho um muro intransponível, em qualquer sentido, quer de cá para aí, ou daí para aqui, para o Amor.

Não deixo o amor do outro chegar a mim, e o amor que tenho em mim e que é tanto, e tanto e tanto, e tanto ou tanto, porque tanto é, e que sinto por tanta beleza que vislumbro ao meu redor e por vezes em ti.

O meu amor, esse arde, queimando todo o oxigénio que existe em mim. Nem o fogo consegue transpor este escuro, este muro, e arder livremente.

Estou já completamente carbonizado.

Sinto que se não respirar mais, mato este calor, extingo o fogo ardente que há em mim.

Respiro, logo Amo.

“Verdes são os campos da cor do limão

Assim são os olhos do meu coração”

Mas as lembranças do meu coração. Até mesmo ou sobretudo, as lembranças do que não aconteceu, não me deixam parar.

Sobrevivo devido a elas, é a memória do beijo que não me autorizei te dar, do olá que o olhar e o sorriso conquistaram mas que a pele não ouviu, são essas e outras tantas memórias que me mantêm vivo. Por elas respiro, elas são o que respiro e a minha inspiração está na vontade delas, nunca na minha.

Bomba, explosão, dinamite ou broca gigante. Salto mortal para o abismo, mergulho profundo até encontrar o trampolim celeste que existe no fundo de mim e… ao som da musica. Saltar, saltar alto, muito alto, saltar por cima do muro, romper com o escudo, voar, gritar e ouvir-me a ser ouvido e sentir-te a seres tocada. Não é o que desejo. É o que vai acontecer, porque a vida é bela e isso é com certeza, o que ela quer para mim.

Dá tempo ao tempo, isso com o tempo passa. Mas que raio, diâmetro mesmo, elipse impossível ou ridícula. Não quero que as coisas passem por mim, quero que a vida aconteça, sempre, aqui e agora. Neste tempo e neste espaço. É o primeiro artigo de lei do meu código genético.

Art.1º: Neste corpo, aqui e agora, sempre, enquanto este corpo for vivo, a vida é para acontecer e nunca para passar.

Respiro, logo Amo!

segunda-feira

FRANCAMENTE!!

PAÍS DE MERDA
POVO DE MERDA.

FRANCAMENTE!!
NÃO SE BRINCA COM COISAS SÉRIAS!
NUNCA OUVIRAM?

quarta-feira

"Escrevo à tua memória, amor, sem teres morrido,
E à memória desse amor, em nós nunca sabido.

Éramos rapazes, tu eras mais nova e eu o maior.
Tivéssemos sabido amar e ternos-íamos amado.
Tivéssemos descoberto o caminho do amor e teríamos achado
Seus prazeres, mas, jovens então, era de irmão nosso amor.

Contudo, se te encontrasse hoje, talvez tudo fosse igual.
Tenho vergonha agora de ser o que não sabia outrora.
Talvez fosse melhor tal como foi - pois a chama virginal
Do amor não levou nossos sentidos ao fogo pleno e pior.

Lembro-te muito e a alma suspira tristemente em mim.
Recordas-me também algumas vezes e sentes algo assim?

Hoje sei que teria sido melhor termo-nos amado,
Hoje sei isso, mas não quero pensar demasiado.

Eras atraente e bela; eu não: apenas amava

Cava-se mais em mim a marca desta doença antiga
Que só os gregos, porque eram belos, tornaram bela."

Fernando Pessoa.

A quantidade certa de açúcar no fundo da xícara, a colher em acção, e ela se mistura, dissolve-se. E como eu gostava de ser essa quantidade certa de Ser e de Alma, que colocado aqui, neste momento, ao movimento do real me misturaria com o que me envolve e dissolvido viveria consciente e feliz.

Lembro, logo Existo.

terça-feira

Nada, nunca é Tudo.
ou
Nada nunca, é Tudo!

quinta-feira

" Eu de dia sou nulo, e de noite sou Eu"

"Sabemos bem que toda a obra tem que ser imperfeita, e que a menos segura das nossas contemplações estéticas será a daquilo que escrevemos."

"O Coração, se pudesse pensar, pararia"

Bernardo Soares - Livro do Desassossego

segunda-feira



"Antichrist Television Blues" - ARCADE FIRE

I don't wanna work in a building downtown
No I don't wanna work in a building downtown
I don't know what I'm gonna do
Cause the planes keep crashing always two by two
I don't wanna work in a building downtown
No I don't wanna see when the planes hit the ground

I don't wanna work in a building downtown
I don't wanna work in a building downtown
Parking their cars in the underground
Their voices when they scream, well they make no sound
I wanna see the cities rust
And the troublemakers riding on the back of the bus

Dear God, I'm a good Christian man
In your glory, I know you understand
That you gotta work hard and you gotta get paid
My girl's 13 but she don't act her age
She can sing like a bird in a cage
O Lord, if you could see her when she's up on that stage!

You know that I'm a God-fearing man
You know that I'm a God-fearing man
But I just gotta know if it's part of your plan
To seat my daughters there by your right hand
I know that you'll do what's right, Lord
For they are the lanterns and you are the light

Now I'm overcome
By the light of day
My lips are near but my heart is far away
Tell me what to say
I'll be your mouthpiece!

Into the light of a bridge that burns
As I drive from the city with the money that I earned
Into the black of a starless sky
I'm staring into nothing
and I'm asking you why
Lord, will you make her a star
So the world can see who you really are?

Little girl, you're old enough to understand
That you'll always be a stranger in a strange, strange land
The men are gonna come when you're fast asleep
So you better just stay close and hold onto me
If my little mocking bird don't sing
Then daddy won't buy her no diamond ring

Dear God, would you send me a child?
Oh! God, would you send me a child
Cause I wanna put it up on the TV screen
So the world can see what your true word means
Lord, would you send me a sign
Cause I just gotta know if I'm wasting my time!

Now I'm overcome
By the light of day
My lips are near but my heart is far away
Now the war is won
How come nothing tastes good?

You're such a sensitive child!
Oh! You're such a sensitive child!
I know you're tired but it's alright
I just need you to sing for me tonight
You're gonna have your day in the sun
You know God loves the sensitive ones

Oh! My little bird in a cage!
Oh! My little bird in a cage!
I need you to get up for me, up on that stage
And show the men that you're old for your age
Now ain't the time for fear
But if you don't take it, it'll disappear!

Oh! My little mocking bird sing!
Oh! My little mocking bird sing!
I need you to get up on that stage for me, honey
And show the men it's not about the money

Wanna hold a mirror up to the world
So that they can see themselves inside my little girl!

Do you know where I was at your age?
Any idea where I was at your age?
I was working downtown for the minimum wage
And I'm not gonna let you just throw it all away!
I'm through being cute, I'm through being nice
O tell me, Lord, am I the Antichrist?!

sexta-feira

"A palavra foi dada ao homem para esconder o seu pensamento"
(Stendhal)

"A Verdade é uma mentira que já aconteceu.
A Mentira é uma verdade por acontecer."
(Sr.Grisalho)

Ninguém, que conheça ou imagine, teria paciência para me acompanhar.
Sou um ser complicado e solitário, não gosto que escolham por mim.
E simplesmente não espero.
Por vezes penso.
Por que raio me sinto superior?
Não me sinto superior, Sou superior.
A tudo e a todos, ninguém me atinge.
Sou superior às minhas palavras, ideias.
Sou superior aos meus sentimentos.
E estas palavras não são ideia, ou pensamento, são constatação.
Constatação de um facto, durante muito tempo negado.
Eu sou maior do que o Mundo.

quinta-feira

Black Trombone - Serge Gainsbourg

Black trombone
Monotone
Le trombone
C'est joli
Tourbillonne
Gramophone
Et baîllonne
Mon ennui
Black trombone
Monotone
Autochtone
De la nuit
Dieu pardonne
La mignonne
Qui fredonne
Dans mon lit
Black trombone
Monotone
Elle se donne
à demi
Nue, frissone
Déraisonne
M'empoisonne
M'envahit
Black trombone
Monotone
C'est l'automne
De ma vie
Plus personne
Ne m'étonne
J'abandonne
C'est fini

Love Too Soon - Pascal Comelade & PJ Harvey

I have loved
In my life
As a child
I often cried

And love too soon
Can fade away
Love too soon
Can fail away

In the sun
Light of day
I can see
Your face change

And love too soon
Faze away
Love too soon
Can fail away

And this dreadful crime to see
Breaks my heart
Into pieces

Love too soon
Can fade away
Love too soon
Can fail away

How false the heart
How false the day
When you swore your love
The branches now decay

Love too soon
I'm faze away
Love too soon
I'm faze away

Passei uma tarde na garagem, mexi em tudo.
Já fui ao sótão três vezes, abri e fechei tudo o que tinha interior.
Nenhuma das três arrecadações cá de casa ficou imune à minha observação meticulosa.
Toda e qualquer gaveta ficou com o fundo virado para o cimo.
Mas não há maneira de encontrar o meu Faz de Conta.
Mas Faz de Conta que encontrei.

quarta-feira

Não quer dizer nada.
Desconfia não ser ouvido.
Os surdos ouvem por gestos.
Está cansado, quer parar.
Não existe ao seu redor.
Ninguém o vê, mesmo que na sua direcção olhe.
É libertador, as crianças brincam e gritam à minha esquerda.
Ele pode berrar, à vontade, basta não abrir a boca.
Mesmo que a escancarasse, o berro que se ouviria aqui, nunca seria o grito que carrega.
Está incapaz de se relacionar com a realidade.
Tudo é simplesmente muito impessoal, estranho e ao mesmo tempo, claro, obvio e certo.
Quem está mal?
Muda-se!
E isso tem sido o verdadeiro desafio, a mais completa dificuldade.
Mudar.
Os defeitos continuam os mesmos.
As qualidades, tem conseguido muda-las, para pior.
Continua a gaguejar ao telefone.
Mas agora já não fala ao telefone e brinca com isso.
Escreve mensagens e não brinca com isso.

A sua vida agora, resume-se a isto.
Deixar escorrer tinta azul, em papel branco.
Palavras inconsequentes
Ideias esdrúxulas
Conceitos banais
Melodramas injustificáveis
Ficções vividas
Solidões tangíveis
Resignações
A sua vida agora não se resume a escrever.
A sua vida agora resume-se a esquecer.

Gosta muito de falar, mas anda calado e gosta ainda mais, ser ouvido.
Gosta de escrever, mas escreve principalmente para ser lido, e gosta muito mais de ler o que escreve, do que escrever o que lê.
Gosta de observar mas vive com a ilusão de estar sempre a ser observado e isso dá-lhe um imenso prazer.
É narciso, apesar de não gostar muito dele.

Está literalmente sozinho.
Sozinho.

E de súbito o encontro furtivo começa a surgir na sua vida, já se sentiu completamente isolado.
O passeio está húmido, molhado mesmo. Chove em Lisboa, faz três horas que começou a ameaçar mas ameaçou por pouco tempo, mal ameaçou, agiu. Quase nem esperou para ver a reacção à ameaça.
O passeio é estreito, dois seres humanos, na nossa escala. Nem grandes nem pequenos, vistos de fora. Para não se tocarem, para garantir isso, algum deles terá que pisar a estrada, cinzenta e brilhante, que reflecte o teu céu, cinzento num fundo preto.
Faltam cinco metros para chegarem ao momento da decisão, mas nenhum deles se apercebeu disso, iam ambos a caminhar num outro passeio qualquer e nesse, nem um nem outro existiam mutuamente.
Um
Dois
Três
Quatro
Deixaram para o derradeiro metro a decisão, para o último segundo, para o momento presente. Porque um momento não é feito só de tempo, é feito de espaço também. Não podemos falar de adiar, nem um nem outro estavam a adiar nada, nem um nem outro existiam fora do seu próprio passeio.
Chocaram.
Já era noite, mas foi como se tivessem acabado de acordar, o olhar de desculpa que lançaram um ou outro, nos olhos tinham um tom de alvorada. Vinham os dois adormecidos e ao chocarem formam forçados a acordar por instantes. Depois voltaram a adormecer, neste sono constante em que vivemos, mas sonharam um com o outro.
Sonharam um com o outro.