sexta-feira





Todos os dias caminhava ao longo do rio, reconhecendo tudo pelo seu reflexo nas límpidas águas. Árvores acenantes, pedras deslizantes, pássaros cantantes, céus nublados ou azuis, tudo visionava no espelho sereno mas corrente. Naquele dia, algo cortou essas imagens. Uma figura singular, quase imersa, desviava-me a atenção. Jurei a mim mesmo nunca me atrasar aos meus deveres, mas o magnetismo daquele corpo nu desviava-me do cumprimento. Aquela beleza sobejava na paisagem, afogava os outros sentidos e fazia crescer um desejo. Tocar-lhe era imperativo, não apenas pela ânsia da concretização mas também pela confirmação de que era real. Com receio de acordar a sedutora passiva, aproximei-me lentamente, com os passos sorrateiros a que habituei aquele lugar. Estava prestes a tocar na sensualidade ali repousada, a pousar minhas mãos nas curvas de uma volúpia incerta, a sentir a pele fresca da juventude e os seios firmes de uma certa inocência. O ímpeto sobrepunha-se à moral e a corrupção à consciência. Já quase com o sentimento de posse a dominar-me, a mulher agarra-me com firmeza e mergulha-me nas águas que se vão turvando. "Seria castigo? Sou punido por sucumbir à harmonia e à natureza?". Foi a dúvida que se formou antes da sua mão de sereia me privar do meu derradeiro fôlego.

quinta-feira

Música Motas e Grades


Eram outros tempos, havia muito mais pobreza neste país, que não restem dúvidas sobre isto. Eram tempos em que se dava prioridade aos homens para estudar, as meninas podiam perfeitamente ficar em casa a aprender as lides domésticas para mais tarde serem esposas de um homem, trabalhador, abonado e respeitador assim se sonhava.

Em tempos de escassez ter um filho era um enorme risco e aventura, ter dois era uma loucura e ter mais que dois era como jogar na lotaria, na esperança que todos sobrevivessem e algum no futuro tivesse dinheiro para proporcionar uma velhice descansada aos pais.

Para eles a gravidez tinha sido um acidente, forma fugaz que contem em si a tentativa de aceitar e apaziguar a verdade, quem brinca com o fogo acaba por se queimar um dia. Foi um acidente, o fósforo acendeu com uma chama muito alta. Tantos fósforos acendeu, algum deles um dia os iria queimar.

Assumiram a gravidez, casaram, foram viver juntos para uma pequena casa na aldeia. Cinco meses depois da mudança era chegada a hora de receber o fruto do acidente. Nessa tarde, por pressentir e perceber que era chegada a hora, ela foi para casa da sua mãe e a parteira da aldeia foi lá ter. Às onze da noite começou a hora curta.

Ao invés de um, a parteira trouxe ao mundo dois seres humanos. Afinal a barriga tão grande tinha uma explicação lógica, eram gémeos. Já todos tinham pensado e percebido isso, ninguém se atrevia a afirmar.

Duas bocas, duas goelas, quatro ouvidos, um infinito mistério cerebral e interior ao quadrado.

Um rapaz e uma rapariga.

Até à quarta classe foram colegas de sala de aula, depois separaram-se. Ela já sabia ler e escrever era o bastante para uma rapariga. Ele foi para o primeiro ano do ciclo na vila mais próxima.

A obrigação deu-lhe uma enorme resistência para estudar, era uma chatice, fingia que estudava e lá foi conseguindo passar de ano, sempre sem um futuro muito risonho pela sua frente.

A proibição deu-lhe uma enorme vontade de aprender, de noite, quando todos dormiam em casa, levantava-se e roubava os livros do irmão. Lia-os com toda a atenção e com enorme prazer, fazia os trabalhos de casa que não eram para ela, lia as perguntas dos testes e tentava dar-lhes resposta. Volta e meia surpreendia a família ao dar resposta a dúvidas do irmão sobre coisas que os pais nunca tinham ouvido falar. Foi aprendendo por si e nunca perdeu a vontade de saber mais, cresceu com um futuro assustador à sua frente, Olha que os homens não querem mulheres muito inteligentes, ouvia.

O tempo passou, e ao passar gerou a mudança. Com os novos programas para dotar as pessoas com a escolaridade mínima, tirou o nono ano sem pestanejar, e não parou de estudar e aprender. Aos quarenta e cinco anos formou-se em sociologia, sempre a trabalhar ao mesmo tempo, na grande cidade. Hoje é professora, nem outra coisa poderia ser.

quarta-feira

             A nova casa tinha dois andares, ligados por uma escada de vinte degraus, dois lances de dez degraus unidos por um patamar a meia altura.

             A casa antiga era praticamente um corredor, entravasse quase a meio, para a direita tinha a cozinha, em frente a sala e para a esquerda três quartos e duas casas de banho.

             Se todas as portas estivessem abertas, do quarto ele conseguia ver tudo o que se passava em casa. O quê e quem cozinhava na cozinha, o que estava a dar na televisão da sala, o que a irmã fazia no quarto dela, tudo. O corredor tinha uma fila de armários com espelhos nas portas, com a ajuda deles a capacidade de observação era quase total e directamente proporcional à falta de privacidade.

             Cresceu assim, a saber sempre o que se passava à sua volta.

             Depois, a casa nova era tão grande, tão acusticamente isolada que o quarto dele mais parecia uma cela de onde não se via nada e menos se ouvia. Começou por andar a correr pela casa e espreitar às portas, a subir e descer a escada a toda a velocidade, a ir da cozinha para a sala de estar passando pela de jantar.

             Um dia, não sei ao certo se a meio da trigésima terceira ou trigésima quarta volta pela casa, tropeçou no degrau dezoito, contando de baixo para cima, quando ia a descer, ao invés disso, caiu escada abaixo. Partiu uma perna e um braço. A mãe ainda lhe disse que já o tinha avisado, o Pai foi emburrado com ele até ao hospital, a irmã riu.

             Ele passou três meses praticamente deitado no quarto dele. O seu mundo passou a ser apenas o seu quarto, a vista sobre as árvores a rua e o céu através da janela e o que a mãe e a empregada traziam do outro lado das quatro paredes quando lá iam.

             Realizou, que dentro dele havia um mundo muito maior e estranho por explorar, tornou-se um rapaz, aos olhos dos outros, fechado solitário ou tímido.

terça-feira

quarta-feira

Debater Citações #05

“As leis são como as teias de aranha que apanham os pequenos insectos e são rasgadas pelos grandes”
(Sólon)

“A majestosa igualdade das leis, que proíbe tanto o rico como o pobre de dormir sob as pontes, de mendigar nas ruas e de roubar pão”
(Anatole France)

“Se não existissem más pessoas, não haveria bons advogados”
(Charles Dickens)

“Qualquer idiota pode fazer uma regra e qualquer idiota a seguirá”
(Henry Thoreau)

“Para que possamos ser livres, somos escravos das leis”
(Marcus Cícero)

“As leis são sempre úteis aos que têm posses e nocivas aos que nada têm”
(Jean Jacques Rousseau)

“Mas a verdade é que não só nos países autocráticos como naqueles supostamente livres – como a Inglaterra, os EUA, a França e outros – as leis não foram feitas para atender à vontade da maioria, mas sim à vontade daqueles que detêm o poder”
(Léon Tolstoi)

“Não acredito nas constituições nem nas leis, a mais perfeita constituição não conseguiria satisfazer-me. Necessitamos de algo diferente: inspiração, vida, um mundo sem leis, portanto, livre.”
(Mikhail Bakunine)

terça-feira

Qual é a moral da história?


quinta-feira

Dedico esta música a alguns patos que por aí andam e que precisam de um banho frio com urgência.


boomp3.com

O Pato
Vinha cantando alegremente
Quém! Quém!
Quando um Marreco
Sorridente pediu
Prá entrar também no samba
No samba, no samba...

O Ganso, gostou da dupla
E fez também
Quém! Quém! Quém!
Olhou pro Cisne
E disse assim:
"Vem! Vem!"
Que o quarteto ficará bem
Muito bom, muito bem...

Na beira da lagoa
Foram ensaiar
Para começar
O tico-tico no fubá...

A voz do Pato
Era mesmo um desacato
Jogo de cena com o Ganso
Era mato
Mas eu gostei do final
Quando caíram n'água
E ensaiando o vocal...

Quém! Quém! Quém! Quém!
Quém! Quém! Quém! Quém!
Quém! Quém! Quém! Quém!
Quém! Quém! Quém! Quém!...

Ai Ai Ai, Quem é que nos acode!!

.

terça-feira

Diário de Vladimir Severo
Lisboa, 22 de Julho de 2008

Sei que só o presente existe e que ele, assim como a existência, não pode ser parado e observado para analisar e concluir. A nossa existência é para ser vivida e sentida, assim como o tempo, o presente.
Sei que para muitos dos que me lêem faz já muito tempo que não escrevo nem apareço, para esses desapareci, assim como se tivesse deixado de existir, porque não estou presente. Se não estou presente, se não vivo o meu presente e se não presenteio os outros com a minha presença assim como não recebo a presença dos outros ao meu redor, não existo.
Mas não é assim, na verdade não morri e ainda existo, apenas não existo aqui, neste espaço.
Volto hoje quase só para deixar um sinal de vida.
Nunca foi fácil para mim a relação com o sexo oposto, quase sempre precisei de tempo, de reflexão e principalmente de introspecção quando sinto não estar feliz a relação que desejo ter com o sexo oposto.
E assim aconteceu com a menina Valquíria Gondol, sei bem que não fui batalhador, sei bem que não fui conquistador, sei bem que não sou um bom exemplo do que supostamente um homem deve ser na fase da conquista e da corte. Não fui talhado para ser rei.
Preparei um jantar, fui aprender a dançar tango, escrevi e percorri ruas da nossa cidade para estar perto dela, com o sonho que ela me recebesse. Nunca quis receber-me e muito menos entregar a mim um pouco dela que sentisse verdadeiro, espontâneo e sentido.
Da menina Gondol apenas recebi sarcasmo e projectos de agressão.
E assim ausentei-me por uns tempos, fui estar presente noutros presentes, muito mais presente apenas e só a mim e não tanto ao sentimento que existia em mim projectado na imagem da Valquiria.
Agora volto apenas e só para me fazer ver vivo, aqui, neste espaço onde ainda assim sempre senti conseguir ser eu mesmo. Mesmo sabendo que a menina Valquiria frequenta também este espaço, mesmo sabendo que outras pessoas com o Senhor ElMauNitch, alguém por quem na verdade sinto um certo respeito medroso, também aqui vem e por isso também me lê e vê vivo. Mesmo sabendo que o facto de aqui vir poder resultar numa nova recaída nesta minha maneira tão ingénua por vezes de ser.
Arrisco, apareço.

segunda-feira

Porque também a mim o que me preocupa são as coisas fora do anormal.
Dou início a uma campanha para atribuir o prémio Capitão Moura ao senhor António de Balasar.


Cuidado, existem coisas fora do anormal a acontecer!!

quinta-feira

quarta-feira

1º Auto LomoRetrato, trabalhado em PhotoShop.
por alguma razão os peixes não gostam de mim.

terça-feira

As Primeiras. Não é como andar de bicicleta e não é fácil fotografar com a Diana F+.
Em 12 fotografias apenas estas duas me apetece publicar aqui, não vou disistir.


Dentro de dez minutos vou finalmente sair daqui para ir buscar a revelação e digitalização do meu primeiro rolo de fotografias, tirado com a Diana F+.

Quem sabe amanhã há novidades por aqui.

Num ano qualquer já longínquo, não me apetece fazer contas à vida, no meu décimo ano de escolaridade, uma professora descobriu que a escola tinha todo o material necessário para montar um laboratório de fotografia a preto e branco. Propôs a alguns alunos da turma, entre eles eu, se estaríamos dispostos a ser responsáveis por uma sala sem luz e consequente laboratório fotográfico na escola. Com o intuito de fotografar, revelar, imprimir e quem sabe expor na escola os nossos trabalhos de fotografia.

Foi um dos melhores momentos da escola secundária, ganhei uma paixão pela fotografia, fotografei imenso, conseguimos alguns apoios financeiros para papel, líquidos e rolos e por isso todos os dias lá andava eu de maquina na mão a fotografar quase tudo o que via.

Eu e mais quatro amigos tínhamos uma sala fechada à chave dentro da escola e sem luz, sempre que algum aluno queria utilizar o laboratório teria que marcar uma hora connosco e ser acompanhado por um de nós. Como podem calcular só raparigas tiveram esse privilégio.

Depois o liceu acabou, ainda ajudei a montar um laboratório em casa de um amigo e ainda continuei durante uns tempos a fotografar, depois vieram as máquinas digitais e a paixão pela fotografia foi passando.

Ficou uma saudade que nunca era satisfeita.

Até que para acompanhar certa menina a quem ofereceram uma Lomo, decidi comprar uma também e voltou a paixão, numa semana já tirei cinco rolos e agora tenho que ir embora para ir buscar a revelação do primeiro deles.

TENHO UM BRINQUEDO NOVO!!
MAIS TARDE PARTILHO A BRINCADEIRA!

sexta-feira




Dizem que olhando para mim pareço um signo de água, sendo eu terra, mas com o ascendente em ar. São aquelas coisas para quem não acredita na astrologia diria logo, vês porque é que acreditam nessas coisas!
Este verão estava eu na praia com uma amiga que conhecia há muito pouco tempo, que conheci num sítio maravilhoso e esotérico, ela só dizia não te percebo, tu estás sempre na água, é no mar, é na piscina, tens qualquer coisa ligada à água! Até que ela foi ver os meus números na astrologia do Ki (das nove estrelas), e o meu número é 591 - 5 (terra, o imprevisível, está ligado à personalidade da pessoa), 9 (Fogo, comunicação, infância) e 1 (água, é aquilo que as pessoas vêem em ti).
E disse, bem que tinhas que ter água em ti!
Isto para dizer que a olhar esta imagem, lembra-me eu própria, a água acalma-me muito, faz-me relaxar imenso e é quando consigo parar, e ficar algum tempo num sítio!
Quando estou no mar, demoro a entrar, o mar faz-me pensar e sinto uma luta cada vez que vou ao mar, faz-me remexer com as coisas na minha cabeça, e até entrar, demora, pois estou num perfeito diálogo com ele.
Relaxo como esta imagem mostra. Nado exactamente desta maneira, então sem nada, sinto uma liberdade como em terra não sinto.
Quando era miúda chamavam-me de sereia, ou de peixe, pois não saio de lá!
Quem me conhece bem, cada vez que me aproximo do mar, fico completamente histérica, ciosa para entrar naquela água, que me faz acalmar e ganhar novas energias!

" Hei-de ser Cravo Encarnado
que vive em pé separado
e acaba na mão de Alguém"

quarta-feira

AFINAL TAMBÉM FAÇO BICOS!
ESTE É O MAIS RECENTE.

ESTAÇÕES DE SERVIÇO DO FUTURO!


terça-feira

15724800 segundos
262080 minutos
4368 horas
182 dias
6 meses

sexta-feira

Tenho que começar já a treinar a minha capacidade de omnipresença, para dia 10 de Julho estar na minha plena forma.
Se não, vejamos as horas e os lugares onde pretendo estar:

18H50 – Vampire Weekend – Metro On Stage
19H10 – Spiritualized – Palco Optimus
20H00 – MGMT – Metro On Stage
20H20 – The National – Palco Optimus
21H40 – Gogol Bordelo – Palco Optimus
22H20 – Peaches (DJ Set) – Metro On Stage
23H10 – The Hives – Palco Optimus
23H50 – Hercules & Love Affair – Metro On Stage
00H40 – Rage Against the Machine – Palco Optimus

É certo que nada começa ao mesmo tempo, mas é certo também que muitas coisas vão sobrepor-se. Vai ser um dia cheio e cansativo com certeza.

Na rubrica música do momento está um belo exemplo de uma música de Shannon Wright, Fences os Pales.
Neste ano de 2008 já muitos concertos tive o privilégio e sorte de ver e ouvir. Já lhes perdi a conta e até sinto alguma revolta interior por sentir a minha memória a diminuir. Já vi The National, Patrick Watson, Portishead, Bala, Dead Combo, Einsturzende Neubauten, Feist e tenho a sensação de me estar a esquecer de outros concertos que já vi este ano, e a lista ainda vai aumentar e muito.
De todos os concertos que vi este ano até agora há um que me encheu as medidas, foi a semana passado no Santiago Alquimista e foi Shannon Wright sozinha ao piano ou com a guitarra eléctrica.
Ela é simplesmente fabulosa, uma energia e verdade contagiante, um talento enorme.
Conhecia mal a sua discografia e o álbum que melhor conhecia era o álbum com o Yann Tiersen, depois do concerto estou quase sempre a ouvir a sua música.
Deixo aí ao lado na rubrica já mencionada um exemplo da música dela.Conselhos para mim, se fossem bons, nesta sociedade não se davam, vendiam-se. Mas mesmo não sabendo se quem me lê conhece ou não, eu acho que vale muito a pena passar os ouvidos por ela.

quarta-feira


No post anterior cometi mais um erro ortográfico, algo que não me deixa nada feliz.
Sempre os cometi, muitos e vários. Quando era mais novo ainda cometia mais, depois com o tempo e o facto de começar a ler e escrever mais, fui cometendo cada vez menos, mas a verdade é que ainda dou erros demais, mesmo com correctores ortográficos e afins.
Porque salpicão ou salpicam, está bem escrito, mas têm significados completamente diferentes.
Fiquei a pensar no assunto.
Existe outra situação no defecar que por vezes me deixa perplexo. Por vezes quando olho para o fundo da sanita e observo o que acabou de sair do meu interior, coisa que na verdade muito raramente faço, dou por mim a pensar como será possível um cagalhão daquele tamanho, qual salpicão de meio quilo, ter saído por buraco tão estreito, virgem ou apertado.
Talvez seja essa uma das razões, menos obvia, para o meu erro, sim porque a obvia é mesmo o facto de não escrever bem.
Dislexia, uma das palavras que mais depressa aprendi a escrever, de tanto a ouvir.
Sempre troquei os F’s pelos V’s, por exemplo. Até ao dia em que a minha mãe me disse para chamar pelas palavras antes de as escrever e perceber se o som tinha mais a ver com o som de faca ou com o som de vaca.
Desde então não existe pala (…) (OH! Vaca!!!!) vra, onde exista um F ou um V em que eu não pare para chamar uma vaca ou uma faca.
Talvez por isso não abdico do meu bom bife de vaca bem cortado com uma boa faca.
Um dia destes tenho que escrever a história da Faca da Vaca que talhou um pouco de tudo o que encontrou.
De volta ao salpicão quero apenas deixar aqui registado que já existiram momentos em que algo do tamanho e forma de um salpicão passou pelo buraco do meu ânus, mas de todas as vezes que isso aconteceu, só aconteceu num sentido especifico, de dentro para fora e nunca no sentido oposto.
Não que tenha alguma coisa contra as pessoas que gostam de introduzir salpicões no cu, desde que não seja no meu cu e desde que não queiram depois que eu coma os salpicões.
No resto, quando se trata de introduzir um bom salpicão no organismo, se for pela boca, passar e deixar boas marcas nas papilas gustativas, seguir para o estômago, e depois de todo um processo sobre o qual não me apetece falar, voltar a sair do organismo agora sim pelo buraco do ânus e já com outro conteúdo mas quem sabe com a mesmo forma. Para isto estou completamente aberto e receptivo.

segunda-feira

Textos ou Devaneios por ElMauNitch #12

Não gosto de sanitas que, quando um cagalhão mais potente lhes cai na água, salpicam o rabo todo.
Pergunto-me se as pessoas que as desenham nunca cagaram.
Sou por isso radicalmente contra a contratação de pessoas com graves problemas de prisão de ventre, para lugares de projectistas de sanitas.
Se queres desenhar sanitas, caga como deve ser primeiro.

sexta-feira

este blog tem uma média de 0,83 posts por dia!

quinta-feira

este blog faz 2 anos hoje!

terça-feira

Imagem a contextualizar #09 - by ElMau


Fotografia de Henri Cartier Bresson

1
Vi-te num quatro e foi um trinta e um
Imersa num mar de traços e reflexos
Rendi-me e rendilhei-me em ti
Bilros

2
Um quarto de ti eleva-me ao expoente máximo
Num quarto de ti vejo-te toda, nua
Basta-me tocar-te
Cheirar-te é suficiente
Ouvir-te ou ver-te é resultante
Basta-me um quarto de ti
Para saborear-te

3
Tento unir sem dividir
Multiplico a intersecção
Somo cada vez mais tesão
E o que está a mais
É subtraído sem diminuir.

4
Com quatro letrinhas apenas
Se escreve a palavra Amor
Que é das palavras pequenas
A que sinto com mais calor

E assim mergulho em ti
Na rebentação do teu sentir

Para os meus irmãos.
E Hoje, onde estão os Homens de Hoje?


¿Qué cantan los poetas andaluces de ahora?
¿Qué miran los poetas andaluces de ahora?
¿Qué sienten los poetas andaluces de ahora?

Cantan con voz de hombre
Pero, ¿dónde los hombres?
Con ojos de hombre miran
Pero, ¿dónde los hombres?
Con pecho de hombre sienten
Pero, ¿dónde los hombres?

Cantan, y cuando cantan parece que están solos
Miran, y cuando miran parece que están solos
Sienten, y cuando sienten parece que están solos

¿Qué cantan los poetas, poetas andaluces de ahora?
¿Qué miran los poetas, poetas andaluces de ahora?
¿Qué sienten los poetas, poetas andaluces de ahora?

Y cuando cantan, parece que están solos
Y cuando miran , parece que están solos
Y cuando sienten, parece que están solos (BIS)

Pero, ¿dónde los hombres?

¿Es que ya Andalucía se ha quedado sin nadie?
¿Es que acaso en los montes andaluces no hay nadie?
¿Que en los campos y mares andaluces no hay nadie?

¿No habrá ya quien responda a la voz del poeta,
Quien mire al corazón sin muros del poeta?
Tantas cosas han muerto, que no hay más que el poeta

Cantad alto, oireis que oyen otros oidos
Mirad alto, vereis que miran otros ojos
Latid alto, sabreis que palpita otra sangre

No es más hondo el poeta en su oscuro subsuelo encerrado
Su canto asciende a más profundo,
Cuando abierto en el aire ya es de todos los hombres

Y ya su canto es de todos los hombres
Y ya su canto es de todos los hombres
Y ya su canto es de todos los hombres
Y ya su canto es de todos los hombres (BIS)

Hoje preciso ir cedo para a cama.


sexta-feira

quinta-feira


- Tens de compreender que eu não sou um peixe…- Vá lá, descontrai-te!
- Para ti é fácil, tens essas duas magníficas "bóias"!
- Ah, ah! Até parece que não tens também! Estica-te!
- Seguras-me?
- Vá lá, deixa-te de mariquices!- És tão… macia…
- (sorriso)
- Flutuo. Flutuamos?
Flutuo. Somos uma.

O YouTube Faleceu?

terça-feira

Pior que uma alvorada anunciada
É acordar sem aviso prévio
Sem Galo ou Bússola
Vislumbrar uma nova realidade
Por vezes dolorosa, para a qual
Nunca nos foi despertada a dor.
No entanto…
Na surpresa e no sofrimento
Existe grande dose de aprendizagem.

segunda-feira

Vou deixar crescer o Bigode


quinta-feira

Fim da Ejaculação Precoce

Parece que ejaculação precoce é toda e qualquer ejaculação que acontece menos de um minuto depois de toda e qualquer penetração.
Por isto, nunca mais vou ter ejaculações precoces na minha vida. Vou passar a penetrar em todo e qualquer maravilhoso orifício do sexo oposto, fico quietinho e a pensar em queijo de cabra durante um minuto, espero não vomitar entretanto e só começo a bombear depois.
É o fim da ejaculação precoce para sempre!!!

quarta-feira

Gosto de Lontras


terça-feira

Diário de Valquíria Gondul
#05

Lisboa, 27 de Maio de 2008

Confesso, senti um certo orgulho!

Lykke Li - Little Bit


Textos ou Devaneios por ElMauNitch #11

Escrever é como ejacular na mão, direita ou esquerda, isso já depende. É masturbação.

segunda-feira

Santogold - L.E.S. Artistes


What I'm searching for
to tell it straight, I'm trying to build a wall
Walking by myself
down avenues that reek of time to kill
If you see me keep going
be a pass by waver
Build me up, bring me down
just leave me out you name dropper
Stop trying to catch my eye
I see you good you forced faker
Just make it easy
You're my enemy you fast talker

Chorus:
I can say I hope it will be worth what I give up
If I could stand up mean for the things that I believe

What am I here for
I left my home to disappear is all
I'm here for myself
Not to know you
I don't need no one else
Fit in so good the hope is that you cannot see me later
You don't know me
I am an introvert an excavator
I'm duckin' out for now
a face in dodgy elevators
Creep up and suddenly
I found myself
an innovator

Chorus.

Change, change, change,
I want to get up out of my skin
tell you what
if I can shake it
I'm 'a make this
something worth dreaming of

Serve este post, não para pedir desculpas ou dar explicações, serve este post apenas e só para informar os interessados de que o autor deste blog tem consciência do atraso do post que se segue e da pouca produção que reina por aqui, em comparação com outros momentos.
Nada de muito grave se passa e o enterro deste blog ainda não tem data marcada nem prevista.



Olho-o com saudade até ao infinito, saudade infinita, à espera sempre de te ver chegar a qualquer momento trazido numa qualquer corrente, eu acorrentada presa desde a tua partida.
Andas perdido há que anos, eu por cá ando igual, tu que nunca te perdias e sabias sempre onde estavas e qual a direcção certa a tomar que todos os dias ainda ao longe me avistavas no cimo do monte e erguias já triunfoso o troféu do dia a acenares-me beijos que eu recebia de peito aberto e aliviado porque te via e sabia que estarias em casa dentro de pouco tempo, a visão de ti era a certeza de que o dia que tanto temia não houvera ainda chegado. Chegou. Eu à deriva em casa a falar aos móveis e eles num silêncio de ignorância com as batatas ao lume a prevenir um atraso que se alongava eternamente a morder o relógio e a engolir o tempo. Subo o monte donde sempre te avisto e somente cinzento tudo cinzento daquela cor que ameaça infinito cinzento socada pelas rajadas molhadas do vento um murro no estômago que não quero receber. Desço à praia atordoada pela irregularidade do caminho as pedras a pisarem-me toda o corpo a gelar por debaixo do xaile preto que me ofereceste no dia em que casámos ensopado ensopada o peso a aumentar o caminho turvo e incerto que continua na areia tudo cinzento a praia deserta sob um cinzento que ameaça o mundo deserto. Olho-o até ao infinito ajoelho-me perante o trovão que rebenta a meus pés pergunto-lhe por ti e responde-me numa voz de raiva, eu com tanta raiva com tanto ódio, a engolir-me o coração a esmagar-me a afogar-me os olhos. Chegou. O mundo deserto até hoje sem uma luz de ti eu perdida sem saber a que horas vens para almoçar. Subo o monte, em dias solarengos quase a impressão de te ver ao longe a acenares-me beijos as gaivotas em voo picado em direcção ao espelho azul casais de velhos trazem a merenda e olham o horizonte, esperarão eles alguém perdido há muitas rugas atrás? São simpáticos oferecem-me vinho e pasteis de bacalhau, embrulho um num guardanapo e guardo-o para ti no bolso do meu avental quando o céu se incendeia partem fico sozinha com os olhos a naufragarem-me o mundo deserto levanta-se um friozinho que me arrepia por dentro recolho-me e lembro-me das batatas ao lume deixo-as dentro da panela para não arrefecerem come quando chegares deves vir com fome se por acaso me encontrares a dormir acorda-me que eu faço-te companhia.

quinta-feira

Se puderes olhar, vê. Se podes ver, repara

Wong Kar Wai - para americano ver

sábado

José Mário Branco - Inquietação

A contas com o bem que tu me fazes
A contas com o mal por que passei
Com tantas guerras que travei
Já não sei fazer as pazes

São flores aos milhões entre ruínas
Meu peito feito campo de batalha
Cada alvorada que me ensinas
Oiro em pó que o vento espalha

Cá dentro inquietação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

Há sempre qualquer coisa que está pra acontecer
Qualquer coisa que devia perceber
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

Ensinas-me a fazer tantas perguntas
Na volta das respostas que eu trazia
Quantas promessas eu faria
Se as cumprisse todas juntas

Não largues esta mão no torvelinho
Pois falta sempre pouco para chegar
Eu não meti o barco ao mar
Pra ficar pelo caminho

Cá dentro inquietação, inquietação,
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

Há sempre qualquer coisa que está pra acontecer
Qualquer coisa que devia perceber
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

Cá dentro inquietação, inquietação,
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Mas sei
É que não sei ainda

Há sempre qualquer coisa que está pra acontecer
Qualquer coisa que devia perceber
Porquê, não sei
Mas sei
Que não sei ainda

Há sempre qualquer coisa que eu tenho que fazer
Qualquer coisa que eu devia resolver
Porquê, não sei
Mas sei
Que essa coisa é que é linda

Tom Waits - Hold On

They hung a sign up in out town
if you live it up, you wont
Live it down
So, she left monte rio, son
Just like a bullet leaves a gun
With charcoal eyes and monroe hips
She went and took that california trip
Well, the moon was gold, her
Hair like wind
She said dont look back just
Come on jim
(chorus)
Oh you got to
Hold on, hold on
You got to hold on
Take my hand, Im standing right here
You gotta hold on

Well, he gave her a dimestore watch
And a ring made from a spoon
Everyone is looking for someone to blame
But you share my bed, you share my name
Well, go ahead and call the cops
You dont meet nice girls in coffee shops
She said baby, I still love you
Sometimes theres nothin left to do

Oh you got to
Hold on, hold on
You got to hold on
Take my hand, Im standing right here, you got to
Just hold on.

Well, God bless your crooked little heart st. louis got the best of me
I miss your broken-china voice
How I wish you were still here with me

Well, you build it up, you wreck it down
You burn your mansion to the ground
When theres nothing left to keep you here, when
Youre falling behind in this
Big blue world

Oh you go to
Hold on, hold on
You got to hold on
Take my hand, Im standing right here
You got to hold on

Down by the riverside motel,
Its 10 below and falling
By a 99 cent store she closed her eyes
And started swaying
But its so hard to dance that way
When its cold and theres no music
Well your old hometown is so far away
But, inside your head theres a record
Thats playing, a song called

Hold on, hold on
You really got to hold on
Take my hand, Im standing right here
And just hold on.

quinta-feira

micah p. hinson

.

Que coisa estranha!
Faz tempo que não venho nem ao meu blog, nem a outros, fiz uma pausa simplesmente porque não ando com vontade disto.
Hoje, principalmente porque o dia de ontem não foi nem bom nem fácil, apeteceu-me deixar aqui uma letra do Chico, com a questão: O Que Será?
Depois decidi ir dar uma ronda pelos blogs que normalmente leio, blogs de amigos, de conhecidos e de gente que não conheço de lado nenhum mas que por qualquer razão me interessaram.
Qual não foi o meu espanto quando vou ao blog da Jolas e começa a tocar Chico Buarque e acreditem ou não, a mesma música que estava a tocar no meu iTunes, estranho.
Depois passo pelo blog do e lá está uma vídeo do Chico Buarque, estranho!
Amigos, pelos vistos até ligeiramente afastados estamos em sintonia.
Beijos e Abraços a Todos.

"O que será que será
Que andam suspirando pelas alcovas
Que andam susurrando em versos e trovas
Que andam combinando no breu das tocas
Que anda nas cabeças anda nas bocas
Que andam acendendo velas nos becos
Estão falando alto pelos botecos
E gritam nos mercados, que com certeza
Está na natureza, o que será, que será
O que não tem certeza, nem nunca terá
O que não tem concerto, nem nunca terá
O que não tem tamanho

Q que será que vive nas idéias desses amantes
Que cantam os poetas mais delirantes
Que juram os profetas embriagados
Que está nas romarias dos mutilados
Que está nas fatasias dos infelizes
Está no dia a dia das meretrizes
No plano dos bandidos, dos desvalidos
Em todos os sentidos O que será, que será
O que não tem decência nem nunca terá
O que não tem censura nem nunca terá
O que não faz sentido

O que será que será
Que todos os avisos não vão evitar
O que todos os risos vão desafiar
Porque todos os sinos vão repicar
Porque todos os hinos irão consagrar
E todos os meninos irão desembestar
E todos os destinos irão se encontrar
E mesmo padre eterno que nunca foi lá
Olhando aquele inferno vai abençoar
O que não tem governo nem nunca terá
O que não tem vergonha nem nunca terá
O que não tem juízo

O que será que me dá que me bole por dentro
Será que me dá
Que brota a flor da pele será que me dá
E que me sobe as faces e me faz corar
E que me salta aos olhos a me atraiçoar
E que me aperta o peito e me faz confessar
O que não tem mais jeito de dissimular
E que nem é direito ninguém recusar
E que me faz mendigo me faz implorar
O que não tem medida nem nunca terá
O que não tem remédio nem nunca terá
O que não tem receita

O que será que será
Que dá dentro da gente que não devia
Que desacata a gente que é revelia
Que é feito aguardente que não sacia
Que é feito estar doente de uma folia
Que nem dez mandamentos vão conciliar
Nem todos os unguentos vão aliviar
Nem todos os quebrantos toda alquimia
Que nem todos os santos será que será
O que não tem descanso nem nunca terá
O que não tem cansaço nem nunca terá
O que não tem limite

O que será que me dá
Que me queima por dentro será que me dá
Que me perturba o sono será que me dá
Que todos os ardores me vem atiçar
Que todos os tremores me vem agitar
E todos os suores me vem encharcar
E todos os meus nervos estão a rogar
E todos os meus órgãos estão a clamar
E uma aflição medonha me faz suplicar
O que não tem vergonha nem nunca terá
O que não tem governo nem nunca terá
O que não tem juízo"


(Chico Buarque)

Apesar da minha memória de elefante.
Angustia, já não me lembrava de ti.
Nem tão pouco saudade sentia.
Hoje vivo o presente a espaços.

terça-feira

Eu acredito em coincidências e para mim é uma grande coincidência a besta do bastonário da ordem dos advogados ter ido visitar a besta do Sr. Machado a semana passada e o julgamento do mesmo começar hoje.

sexta-feira

Diário de Vladimir Severo
Lisboa, 4 de Abril de 2008


Sofro, sei que sofro porque sinto
E pouco mais sei do que isto, aquilo que sinto
Mas por mais que tente sentir ou perceba que sinto,
Continuo a viver o momento a tentar perceber
Se ele é o inicio do que vem, ou

O final daquilo que foi.

quinta-feira

Descobri a doença do Ernesto! e existe mesmo.


A síndrome do gato pára-quedista, também conhecida como síndrome da queda de grandes alturas, é um fenómeno comum em felinos, geralmente jovens, que moram em apartamentos em grandes cidades. Os gatos afastam progressivamente os membros do corpo, adoptando uma postura de planador, sempre que a queda supera o sexto andar, para diminuição da velocidade e redução dos traumas torácicos e faciais.
Posto isto, por ser no sétimo andar quase oitavo que o Ernesto vive, as janelas lá de casa podem voltar a ser abertas, é colocar um pára-quedas nele e deixar o gato viver livremente e com prazer a sua patologia.

Textos ou Devaneios por ElMauNitch #10

O Conselho Superior de Magistratura mandou os Juízes ficarem caladinhos. Não podem mais opinar ou comentar sobre as sentenças dos colegas.
Acho bem, é que anda para ai tanta gente mentecapta que o melhor é mesmo nem abrirem a boca para não dizer asneira.
Pelo caminho deviam também mandar o bastonário da ordem dos advogados ficar caladinho, então o homem não tem mais nada para fazer é? Agora deu para fazer visitas a líderes de grupos racistas e extremistas, suspeitos de rapto e atentado contra os direitos humanos. E ainda tem a real lata de à saída afirmar que sempre lutou pela liberdade e por isso pensa que um homem não pode estar preso apenas pelas ideias que tem. Como se o senhor em causa estivesse preso apenas pelas ideias que tem.
Senhor bastonário, como o senhor defende a liberdade de expressão, eu aqui exerço essa minha liberdade para lhe dizer que o senhor é burro como as portas, estúpido até dizer a palavra que não existe, feio como as botas da tropa mal engraxadas, e por ai em diante.
É obvio que esse senhor está preso, no mínimo por existirem fortes indícios de que é senhor para pôr em prática as ideias “maravilhosas” que tem.
O senhor é mais um dos muitos intervenientes da justiça portuguesa que se fosse mudo seria muito mais útil ao país, esteja mas é caladinho. Se é para usar o tempo de antena que a medíocre comunicação social lhe dá para fazer afirmações dessas, mais vale nem sequer abrir a boca. Se tem assim tanta vontade de a abrir, então vá mais vezes visitar esse senhor à prisão e abra-lhe lá a sua boca, pode ser que fiquem os dois mais felizes.
E agora, como até é advogado, ao que parece, venha ler este meu blog e encontre lá mil e uma leis que tão bem conhece para dizer uma coisa como para afirmar o seu contrário e leve-me a tribunal por difamação e calúnia.O estado devia era de uma vez por todas implantar um imposto sobre a afirmação publica de uma total estupidez.

quarta-feira

Não sei o que é ter o ventre preso. Nunca tive problemas em cagar, fazer merda, deitar para fora o excremento físico do intestino.
Se a minha cabeça funcionasse tão bem como os meus intestinos, seria muito mais fácil para mim viver e purgar a quantidade de bosta que ela produz. Esse é o meu objectivo do momento, conseguir que a cabeça funcione tão bem, com a regularidade e facilidade com que os intestinos funcionam.


Os Radiohead voltam a surpreender-me, desta vez vendem na sua página ou no iTunes as diferentes partes da música Nude. Baixo, Voz, Guitarra, Efeitos e Bateria. Tudo em ficheiros separados para que quem quiser possa fazer um remix, acrescentando ou não novos sons.
Depois é fazer o upload do nosso RE / MIX que será sujeito a votação entre quem quiser votar, provavelmente os melhores serão depois editados.

terça-feira

Aviso à navegação

Serve este comunicado para informar os leitores assíduos ou ocasionais, de que este blog está em hibernação primaveril, não existe previsão para data de regresso. Até já.

quinta-feira

Debater Citações #04

Sempre gostei de citações, de sublinhar os livros, de escrever no meu bloco aquela frase que no meio de tantas letras me tocou, me fez pensar e viajar, sentir.


"Absurdo: afirmação ou convicção manifestamente contrária à nossa própria opinião."

Ambrose Bierce in Dicionário do Diabo


terça-feira

Aviso à navegação

Serve este comunicado para informar os leitores assíduos ou ocasionais, de que este blog não está nem esquecido nem morto, apenas o seu autor está a fazer uma cura de desintoxicação e uma experiência de abstinência. Nem sequer esta ausência de posts significa uma crise na pobre criatividade do autor.
Em breve este espaço irá voltar à carga e à produção diária que já nos habituou
Serve também este comunicado para marcar a data solene, uma semana sem posts, o autor desde blog está limpo há uma semana, penso ser já uma prova de que o grau de dependência não é tão grave como inicialmente previsto.
Sem outro assunto despeço-me com carinho. Até já.

Estou apaixonado por uma menina que anda assim quase viciada na cover dos Arctic Monkeys do Diamonds are Forever, sendo assim hoje publico aqui não só essa cover, como ainda uma prendinha para ela. Outra cover dos Arctic Monkeys da música da Amy Winehouse You Know I'm No Good.

boomp3.com

boomp3.com

Nunca sei se estas coisas dão em alguma coisa ou não, mas também já estou numa fase em que penso que não custa tentar. Faz alguns dias que quero escrever sobre o assunto e ainda o vou fazer, mas antes disso aqui fica uma petição para tentar salvar do extermínio os cães da "raças potencialmente perigosas"

sexta-feira

quinta-feira

Um Pouco de Belo, Obrigado Aldina

Aldina Duarte - Deste-me quase Tudo o que Tinha

Deste-me tudo o que tinhas
Nos meus lençóis de cetim
Mais a raiva quando vinhas
Desencontrado de mim

O meu corpo dependente
Bebia da tua mão
Naquela mistura quente
De desejo e perdição

Jurei que um dia mudava
Que de tudo era capaz
Já nem o sangue me lava
E tu nem raiva me dás

Parti os saltos na rua
Dei a vida pela vida
Mas agora olho a lua
E não me sinto perdida

Esqueci a tua morada
E tu nem raiva me dás
Agora que não me dás nada
Deste um pouco de paz

Aldina Duarte - Canção a Meia Voz

.

A minha vida é sempre ontem
E o meu desejo amanhã
Hoje é uma coisa parada
Nada sei nem faço nada
Certeza é palavra fã

Hoje é uma coisa parada
Nada sei nem faço nada
Certeza é palavra fã

Porque abri as minhas mãos
E deixei fugir o instante
Que havia nelas ainda
Agora o nada não finda
E o tudo é sempre distante

Que havia nelas ainda
Agora o nada não finda
E o tudo é sempre distante

Virás tu ao meu encontro
Ou sou eu que devo achar-te
Quem pudera descansar
Ver ouvir e não pensar
Ser aqui e em toda a parte

Quem pudera descansar
Ver ouvir e não pensar
Ser aqui e em toda a parte

Chego tarde ou muito cedo
Ou paro aquém ou alem
Houvesse algo para mim
Sem ter principio nem fim
Sem ser o mal ou o bem

Houvesse algo para mim
Sem ter principio nem fim
Sem ser o mal ou o bem.

Textos ou Devaneios por ElMauNitch #09

Cada vez gosto mais deste governo, finalmente alguém percebe que este país só tem uma saída, que passa pela total e inequívoca aniquilação do passado. Pela procura e descoberta do nada.
É do senso comum que duas das maiores fontes de riqueza, dentro da pobreza franciscana em que vivemos, do estado português são o imposto sobre o tabaco e o imposto sobre os combustíveis.
Pois que finalmente temos um governo com tomates para proibir fumar em quase todo o lado e aumentar o preço do tabaco, fazendo com isso que em dois meses as vendas do tabaco tenham descido a pique. E por outro lado que não tente baixar o preço dos combustíveis e continue a bloquear viaturas e fazer operações na estrada, fazendo com isso que os utentes dos transportes públicos tenham subido em flecha nos últimos dois meses.
Assim sendo, finalmente temos um governo que está disposto a acabar com duas das maiores mamas do estado português, ou seja se isto continua assim não falta muito tempo para o estado deixar de conseguir existir, visto que já deixou de fazer sentido há muito tempo.
Viva este governo, viva toda a filosofia adjacente a esta politica, viva o nada, viva o caminho para a total e inequívoca aniquilação.

terça-feira

Debater Citações #03

Sempre gostei de citações, de sublinhar os livros, de escrever no meu bloco aquela frase que no meio de tantas letras me tocou, me fez pensar e viajar, sentir.


"Um dos efeitos do medo é perturbar os sentidos e fazer com que as coisas não pareçam o que são."

Miguel de Cervantes Saavedra in Dom Quixote


Debater Citações #02

Sempre gostei de citações, de sublinhar os livros, de escrever no meu bloco aquela frase que no meio de tantas letras me tocou, me fez pensar e viajar, sentir.


"Tenho de proclamar a minha incredulidade. Para mim não há nada de mais elevado que a ideia da inexistência de Deus. O Homem inventou Deus para poder viver sem se matar."

Fiodor Dostoievski in O Idiota


segunda-feira


O que você dá retornará para você.

Depois da primeira audição, nenhuma música me chamou a atenção ou marcou especialmente, vou continuar a ouvir, ainda não consigo dizer mais sobre o terceiro álbum de originais dos Portishead. O primeiro, Dummy, de 1994 marcou-me logo à primeira, era realmente um som novo naquela altura. Ainda hoje o ouço com um arrepio.

[...]

Duas audições depois, surge a primeira música que se sobressai das outras, a primeira que me marca e que infelizmente não encontro a letra nem consigo perceber todas as palavras.

.

sexta-feira

O Casamento dos Pequenos Burgueses - Chico Buarque


Ele faz o noivo correcto
E ela faz que quase desmaia
Vão viver sob o mesmo teto
Até que a casa caia
Até que a casa caia

Ele é o empregado discreto
Ela engoma o seu colarinho
Vão viver sob o mesmo teto
Até explodir o ninho
Até explodir o ninho

Ele faz o macho irrequieto
E ela faz crianças de monte
Vão viver sob o mesmo teto
Até secar a fonte
Até secar a fonte

Ele é o funcionário completo
E ela aprende a fazer suspiros
Vão viver sob o mesmo teto
Até trocarem tiros
Até trocarem tiros

Ele tem um caso secreto
Ela diz que não sai dos trilhos
Vão viver sob o mesmo teto
Até casarem os filhos
Até casarem os filhos

Ele fala de cianeto
E ela sonha com formicida
Vão viver sob o mesmo teto
Até que alguém decida
Até que alguém decida

Ele tem um velho projecto
Ela tem um monte de estrias
Vão viver sob o mesmo teto
Até o fim dos dias
Até o fim dos dias

Ele às vezes cede um afecto
Ela só se despe no escuro
Vão viver sob o mesmo teto
Até um breve futuro
Até um breve futuro

Ela esquenta a papa do neto
E ele quase que fez fortuna
Vão viver sob o mesmo teto
Até que a morte os una
Até que a morte os una

Textos ou Devaneios por ElMauNitch #08

A Segurança Social pode estar falida e sem horizonte, mesmo tentando ser um banco ou coisa que a valha. Por outro lado a Insegurança Social enriquece a olhos vistos e diariamente.

Debater Citações #01

Sempre gostei de citações, de sublinhar os livros, de escrever no meu bloco aquela frase que no meio de tantas letras me tocou, me fez pensar e viajar, sentir. Dou início hoje a uma nova rubrica no meu blog, o debate sobre uma citação. Espero conseguir gerar algum diálogo e partilhar um pouco das citações que me vão marcando.


"Existe apenas um único problema filosófico realmente sério: o suicídio. Julgar se a vida vale ou não a pena ser vivida significa responder à questão fundamental da filosofia"

Albert Camus in O Mito de Sísifo


Diário de Valquíria Gondul
#04

Lisboa, 7 de Março de 2008

Quem sabe irás ser
Remetente da matéria
Prima que irá crescer
Fruto de mim, etérea

Nunca sequer o desejei
Nasceu comigo a finalidade
Sou fêmea e ousei
Desafiar a maternidade

Sou já minha mãe
E não encontro vontade
E pai também
Sou sozinha sem finalidade

Não sei me alimentar
Como quando tenho vontade
Como poderei amamentar
No meu seio outra finalidade.

E apesar da biologia
Relógio com hora marcada
Vivo a minha utopia
Nunca serei frustrada


Valquíria Gondul.

quinta-feira

Portishead - Glory Box




Correspondência de Valquíria Gondul
#03

Lisboa, 6 de Março de 2008

Querido Vladimir.

Por hora, só tenho vontade de lhe cantar esta música:

Luz Casal

"Tú juegas a quererme,
yo juego a que te creas que te quiero.
Buscando una coartada,
me das una pasión que yo no espero
y no me importa nada.
Tú juega a engañarme,
yo juego a que te creas que te creo,
eschucho tus bobadas
acerca del amor y del deseo
y no me importa nada, nada
que rías o sueñes
que digas o que hagas
y no me importa nada
por mucho que me empeñe
estoy jugando y no me importa nada.
Tú juegas a tenerme,
yo juego a que te creas que me tienes
serena y confiada
invento las palabras que te hieren,
y no me importa nada.
Tú juegas a olvidarme
yo juego a que te creas que me importa,
conozco la jugada
sé manejarme en las distancias cortas
y no me importa nada, nada
que rías o sueñes
que digas o que hagas
y no me importa nada...."


Valquíria Gondul.

Para dançar agarradinho e dar beijinhos nos lábios



The Bangels - Eternal Flame

No teu peito viveria
...

Fotografias de X.Maya

quarta-feira

Imagem a contextualizar #08 - by ElMau

Fotografia de Henri Cartier Bresson

Quando acabou a comida e a bebida, Chico que ainda não estava satisfeito, comeu a Maria. Clara que era ciumenta e não podia ver ninguém fazer alguma coisa, ficava logo cheia de inveja, comeu o Chico. Artur que sempre teve mais olhos que barriga, ao ver Clara naqueles preparos, comeu-a. E eu, felizmente aprendi cedo a nadar, porque o barco em pouco mais de dois minutos foi ao fundo. Já não suportava mais o peso.



Fica comigo… aqui, agora, para sempre…

Deixa a carruagem dos sonhos prosseguir sem pressas, sem imposições… mas tu, fica… aqui… presa a mim…

Não porque te quero… mas porque preciso de ti… para viver… neste abraço cerrado marcado pelo desespero e pelo medo da solidão…

Sinto que sufoco… presa a um amor egoísta…

Escapam-se-me por entre os dedos as réstias de vida que me sustinham…

Não quero… não quero… não preciso de ti, deste teu gesto egoísta…

Imagem a contextualizar #07 - by Yukio


-Tens frio?
-Sinto picadas nas gengivas, está tanto frio - mas não faz mal.
Tens frio?... Tens frio? Ao mesmo que repetia esta pergunta, interrogava-se a si mesmo: Vais mesmo desistir?
As escuras paixões da maré, o mugido de uma onda... uma glória desconhecida chamando-o incessantemente da negrura do mar alto, era a glória confundindo-se na morte e numa mulher, a glória de fazer do seu destino uma coisa especial, uma coisa rara. Aos vinte anos tinha estado apaixonadamente certo: nas profundezas do mundo havia um ponto de luz que fora feito só para si e que havia de se aproximar de si para o iluminar, e a mais ninguém.
Sempre que sonhava, glória, morte e mulher eram uma e mesma coisa. Contudo, ao atingir a mulher, os outros dois elementos retiraram-se e o chamamento triste do seu nome extinguiu-se. As coisas que rejeitara, rejeitavam-no agora.
Não que a fornalha do mundo alguma vez lhe tenha pertencido para poder chamar sua, mas uma vez sentira o sol colar-se-lhe aos flancos e morder-lhe a carne. Agora, de tudo isso, restavam apenas cinzas. Agora começava uma vida pacífica, uma vida parada.
- Queres casar comigo?
- O quê?

Textos ou Devaneios por ElMauNitch #07

Modéstias aparte, tenho a minha inteligência em boa conta, ou seja considero-me uma pessoa inteligente. E nestes últimos tempos aprendi uma grande lição.
Agora o que é importante é avisar os visados e o Sr.Bush, fazendo isso pudemos fazer o que nos der na real gana.
O Presidente turco, invade o Iraque para matar pessoas, mas não há problema nenhum porque avisou o Sr. Bush.
O Presidente colombiano invadiu o Equador para matar pessoas, mas não há problema nenhum, pelas mesmas razões.
Assim sendo, deixo de seguida a lista das acções que vou realizar no futuro próximo, como aviso prévio, irei igualmente enviar esta lista para a casa branca ao cuidado do Sr. Bush.

1 – A próxima vez que os meus olhos encontrarem a menina Maurigna, se ela não colaborar irei violá-la.

2 – Vou assaltar o balcão da caixa geral de depósitos de Carnaxide no fim do mês.

3 – Se encontrar o Sr. Alberto João Jardim na rua vou cuspir-lhe nas trombas.

4 – Não pago mais gasolina enquanto não estiver a baixo do euro o litro ou enquanto não facultarem reais alternativas à mesma.

5 – Vou fundar um movimento pela independência do estado de Nova Yorque. E na mesma linha de raciocínio da zona metropolitana do Porto. Que assim como o Kosovo, como estou a avisar com antecedência, espero que seja reconhecida por todos.

6 – Se o Benfica não for campeão nacional, ganhar a taça de Portugal e a Liga dos campeões europeus, as mesmas competições não têm efeito. Ou então vou pôr uma bomba na sede da Fifa e da Uefa.

7 – Vou mandar para o caralho todas as pessoas que forem incompetentes à minha frente.

8 – Vou encontrar maneira de fazer com que o David Fonseca não consiga assobiar mais.

Por enquanto fico-me por estes avisos prévios, está toda a gente avisada por isso não há problema nenhum. Na verdade o único problema que existiu no Holocausto foi o Sr. Hitler não ter avisado com a devida antecedência e as devidas pessoas que iria invadir a Europa e matar Judeus, Ciganos e afins. Eu não cometo os mesmos erros e aprendo depressa.

terça-feira

Imagem a contextualizar #07 - by Maurigna



No fim, soltei-me dela para fumar um cigarro deitado na margem do rio.Ela não sabia nadar.

segunda-feira

sábado

O que eu quero mesmo ouvir dia 13 na Aula Magna.