quarta-feira

JACARANDA - LILAC TREE


I lost myself on a cool damp night
Gave myself in that misty light
Was hypnotized by a strange delight
Under a lilac tree

I made wine from the lilac tree
Put my heart in its recipe
It makes me see what I want to see
And be what I want to be

When I think more than I want to think
Do things I never should do
I drink much more that I ought to drink
Because it brings me back you

Lilac wine is sweet and heady, like my love
Lilac wine, I feel unsteady, like my love

Listen to me... I cannot see clearly
Isn’t that she coming to me nearly here?

Lilac wine is sweet and heady where's my love
Lilac wine, I feel unsteady, where's my love

Listen to me, why is everything so hazy
Isn’t that she, or am I just going crazy, dear

Lilac wine, I feel unready for my love

CHUNGKING EXPRESS

A Diferença que um dia faz, 24 pequenas horas.Este filme, achava eu que já o tinha visto, e na verdade já tinha olhado para ele, ontem é que o vi realmente, finalmente, absolutamente, dentro da minha capaciade actual de observar e absorver. Tenho a certeza que noutra altura, quando e rever, ainda vou ver mais coisas. É magnifico!

"He Zhiwu, Cop 223: At the high point of our intimacy, we were just 0.01cm from each other. I knew nothing about her. Six hours later, she fell in love with another man."










terça-feira

Só Poupava mais energia... se não tivesse feito este post.

9.10 minutos de FETICH.


Dita Von Teese

'LOLITA'





"Humbert: life is very short.
Between here and that old car outside are 25 paces
Make them, now, right now.
Come away with me now, just as you are.
Lolita: You mean you'll give us the money only if i go to a hotel with you?
Humbert: No, you've got it all wrong.
I want you to leave your husband and this awful house.
I want you to live with me and die with me and everything with me.
Lolita: You must be crazy.
Humbert: no, I’m perfectly serious, Lo. I've never been less crazy in all my life.
we'll start afresh. We can forget everything that has happened.
Lolita: No, it's too late.
Humbert: No, it's not too late.
Lolita: Keep your voice down.
Humbert: don't tell me it's too late, because it's not.
If you want time to think, that's all right because.
I’ve waited already for three years and I can wait for the rest of my life if necessary.
You're not giving anything up, there's nothing here to keep you.
All right, this man is married to you, but that's purely incidental.
It was an accident that you met him in the first place.
You're not bound to him, where as you are bound to me by everything that we have lived through together, you and I.
Lolita: I’m going to have his baby in three months.
Humbert: I know.
Lolita: I’ve ruined too many things in my life.
I can't do that to him, he needs me.
come on now, don't make a scene.
stop crying! He can walk in here at any minute.
will you please stop crying?
Humbert: There are no strings attached it's your money anyway it comes from the rent of the house. there's $400 in cash.
Lolita: four hundred dollars!!
Humbert: I’ve made out a check here for $2,500.
Lolita: $2,500
Humbert: there's someone in Ramsdale who's prepared to take care of the mortgages on the house and make a down payment of $10,000. Here's the papers
Lolita: you mean we're getting $13,000?
that's wonderful!
come on now, don't cry.
I’m sorry.
try to understand.
I’m really sorry that I cheated so much but I guess that's just the way things are.
where are you going?
Listen!! Let's keep in touch.
I’ll write to you when we get to Alaska."









segunda-feira

Não Penses, Imagina!

Uma ervilha chamada Rita, apresentou-me uma Basia...


e agora eu imagino uma história da Basia em Beirut...





sexta-feira

Vamos sentir tudo, vem.
Eu tenho medo de tudo, porem.
Uns sabiam que nada sabiam,
Eu não sei o que sabia ou não sabia.
Mas sei aquilo que sei,
Hoje, sei que quando caminho, piso o chão.
Eu sinto tudo
E as tuas asas são brancas
Afinal sou eu que quebro o meu coração
Tu, quem me segura a mão, que abraço.
Vamos voar, é que hoje eu sinto tudo
E o mundo é redondo.
Vamos entrar neste carrossel
Não importa se a verdade mente
Que força tem o cansaço?
Esquece o depois, olha-me nos olhos.
A razão não se tem, nem se encontra
Sente-se apenas.
Sorri, o teu olhar ilumina o meu caminho
Ou outra coisa qualquer, nada importa.
Quando sorris e olhas para mim.
Afinal o tempo pára
O espaço apesar de infinito, é circular
Conduz-me sempre ao mesmo lugar.
O teu olhar.



Feist - I Feel It All

I feel it all I feel it all
I feel it all I feel it all
The wings are wide the wings are wide
Wild card inside wild card inside
Oh I'll be the one who'll break my heart
I'll be the one to hold the gone
I know more than I knew before
I know more than I knew before
I didn't rest I didn't stop
Did we fight or did we talk
Oh I'll be the one who'll break my heart
I'll be the one to hold the gun
I love you more
I love you more
I don't know what I knew before
But now I know I'm wanna win the war
No one likes to take a test
Sometimes you know more is less
Put your weight against the door
Kick drum on the basement floor
Stranded in a fog of words
Loved him like a winter bird
On my head the water pours
Gulf stream through the open door
Fly away
Fly away to what you want to make
I feel it all, I feel it all
I feel it all I feel it all
The wings are wide, the wings are wide
Wild card inside, wild card inside
Oh I'll be the one to break my heart
I'll be the one who'll break my heart
I'll be the one who'll break my heart
I'll end it thought you started it
The truth lies
The truth lied
And lies divide
Lies divide

segunda-feira

grande GARDEL!

terça-feira

"As sensações são os detalhes que constroem a história da nossa vida "
Oscar Wilde

quinta-feira

Bloco novo, ou post novo, a escrita de sempre, que evolui e volta atrás para resgatar ideias e sentimentos vividos no passado, para os contextualizar numa nova realidade e forma de sentir, e assim crescer dentro de mim e comigo, aprendendo a ser o que vou sendo na vida. Na mudança. E como é boa esta nova aceitação que existe em mim sobre a mudança.
Sou todos os dias diferente daquilo que fui, vivo na maravilhosa perplexidade do desconhecido, que vou no constante do sempre desvendando, estou vivo e melhor, sinto-me vivo.
Mas para não restarem duvidas, que fique claro hoje, tenho consciência das variadas situações ou dos inúmeros acontecimentos ou dos prodigiosos abismos por onde caí no meu passado e dos quais ainda não consegui submergir plenamente. Também eu tenho os meus novelos de lã entrelaçados que muitas vezes geram conflitos interiores difíceis de aceitar ou gerir.
Mas vou tentando, principalmente hoje sinto que de nada vale tentar encontrar o limite da dor, lá no fundo. A dor não tem fim, se fores à sua descoberta para baixo, o fim da dor está sempre aqui, aqui em cima e é sempre para cima e para a frente que devemos olhar e caminhar.Levanta os olhos do alcatrão, observa o horizonte que te rodeia, vive a tua vida. É nesse lugar que está o fim da dor.

domingo

Continuo sem caber em mim...


Veste-o para mim, quero ver-te vestida com ele. Não te quero ver nua, de nada. Quero ver-te calçada com os teus pés, sentir-te vestida com as tuas ancas, se precisares ajuda para apertar as costelas junto à coluna vertebral, estou aqui. Mas quero ver-te por inteiro, vestida com o teu corpo, contentor mararvilhoso, do ser sublime que és. Não o dispas por favor. Entrega-te a ele, comigo.
Os teus seios, redondos, irmãos gemeos, falsos, asimétricos. Que juntos, apertados, formam uma linha recta, vertical, que cruza um semi-circulo, que ambos formam juntos e que termina por debaixo das tuas axilas, limpas, frágeis. que por sua vez são as parte inferior dos teus ombros, brancos, singelos. Ombros esses que sustêm os teus braços, batutas de uma musica enebriante, o teu falar.
lá fora o vento trás consigo umas pequenas gotas que soam no chão, e lembro a tua voz, em qualquer escala, afinada.
És uma aria, uma partitura, uma obra prima, um ser que desejo tocar, qual piano branco e preto, de madeira, quente.
És um ser vivo que respira, caminha e na minha realidade tangivel e imaginária vagueia.
O nosso toque vai ser arte.
Veste-o para mim.

sexta-feira

Não acredito em Mulheres Bonitas...
mas que as há, Há!!!

quinta-feira

Ainda estou aqui...


quarta-feira

Não faz muito tempo, alguns posts abaixo, escrevi que tinha O concerto da minha vida. Ontem a vida presenteou-me com outro. Ofereceu-me a pluralidade. Agora tenho dois concertos da minha vida.
Por melhor que tente escrever, não tenho capacidade para tanto. Não consigo simplesmente colocar em palavras o que senti ontem.
A felicidade atingiu climax's estonteantes e nesses momentos, quando conseguia olhar para o palco e para quem nele dava tudo de si, pela arte, pela partilha, pela mensagem, no fundo pelo Amor; via alguém tão ou mais feliz que eu.

Gostei de todos os concertos que vi ontem: Klaxons, The Magic Numbers, Bloc Party e ARCADE FIRE.

Mas Arcade Fire é definitivamente algo muito especial, em palco são inadjectiváveis, talvez notáveis, quem sabe brutais, e porque não geniais. Wim Butler canta, e grita, e fala com uma sinceridade e uma força interior que é contagiante. Régine Chassagne troca de instrumento, salta do acordeão para a bateria, passa pelo teclado, canta lindamente, está constantemente a penetrar em ti. E é linda a cachopa, é daquelas pessoas que tem uma beleza interior tão grande que ela extravasa para todo o lado.
Não contei, mas fiquei com a sensação de terem estado umas vinte pessoas em palco, a criar, ali, em directo.
Foi grandioso, tenho a certeza que ainda durante muito tempo vou escrever sobre este concerto, os pingos que do céu cairam durante o Wake Up, como que para lavar a cara ao acordar. Eu sei lá... fiquei completamente sem palavras.

LINDO.

Simples
Genial
Belo

segunda-feira

Um dia acordou e existia algo novo dentro de si. Apesar de sentir-se cada vez mais afastado da realidade que observava e o rodeava, apesar disso ou quem sabe, devido a isso, sentia-se cada vez mais perto de si mesmo. Ele era a novidade que existia dentro de si, nesse dia em que acordou.
Ganhou uma honestidade consigo que nunca tinha sentido antes.
E por momentos ainda lhe doia.
Ainda lhe doia a incapacidade de partilhar isso contigo, como sonhou um dia, e sonha.
E por momentos ainda lhe doia, o outro não ser a pessoa com que continuava a sonhar, o seu sonho narciso.
Fez mais de trinta anos que sonhou contigo, e já algumas vezes pensou ter-te encontrado. Teve essa ilusão, foi a felicidade e o encantamento que encontrou.
Até acordar vivia o presente descrente.
Era cada vez mais difícil acreditar que podes ser tu, essa pessoa.
Nada era, mas isso doia-lhe, logo, não era o nada, era a dor, a dor que sentia por nada sentir, por se sentir nada.
Se não fosse só ele a existir aqui, pensava, antes de realmente existir. Se tu existisses também aqui, sentia, antes mesmo de conseguir acordar, para além do sonho, para além da realidade.
E se a realidade existisse? e se fosse feliz? sem o sonho, e se conseguisse por uma vez, pelo menos uma vez na sua vida, sonhar com algo completamente irreal ou sonhar acordado.
Era o desejo a infectar o seu sonho e a sua realidade. não encontrou forças nem maneira de terminar com esse desejo que o perseguia, que o acompanhva sempre, desde sempre, em qualquer lugar. Esse desejo profundo de te encontrar ou de ser encontrado por ti, por ti meu Amor, meu Amor eterno, de sempre, desde sempre.
E não era apenas o desejo que existia nele, era a expectativa também, cada vez maior, qual bola de neve. Que a cada desilusão aumentava.
E era o medo, um medo terrível de que a vida fosse apenas e nada mais que uma sequência finita de desilusões, ou que o seu sonho fosse sempre maior que a realidade, logo irrealizável.
Era o outro que não conseguia abraçar e aceitar ou mesmo observar, o outro como ele é.
Era essa imensa vontade de criar e ver poesia em tudo o que existe em si e ao seu redor.
É a beleza que o persegue. E com tanta facilidade vislumbra, mas não a conseguia sentir e viver.
Era esse ser, que sempre parecia acompanha-lo e complicar tudo. E todos os que chegavam perto, afirmavam ser complicado. E que existia em si.
Era o egocentrismo de só conseguir estar centrado no seu ser, no seu pensamento, no seu sentir, sentir narciso.
Mas não só a dor existia na sua vida.
Muitas mudanças boas foram acontecendo, e ele foi conseguindo senti-las, até sentir que tinha acordado. De um pesadelo brutal que tinha durado um tempo indeterminado.
Hoje é uma pessoa com facilidade no carinho, carinhoso, quando abraça não toca apenas, sente o corpo do outro, recebe o seu calor e consegue dar.
Já não mente a si mesmo, já não mente sobre a mentira ou a verdade, para confirmar uma afirmação anterior.
Já não tem pavor em assumir e mostrar os seus erros, ainda que continue a sentir-se um ser especial. Mas hoje é verdadeiramente especial para si mesmo, sem a necessidade da comparação.
Nos primeiros instantes, depois de acordar, ainda se questionou se não seria um problema de percepção, da sua percepção. Achou provável.

Depois sentiu o redondo vocábulo, Amor.

Quando consegues abrir-te à vida
Abraçar a beleza existente nela
Tudo ao teu redor és tu
Ficas completo
Existes.


sexta-feira

Moradia em Minde

Um pouco mais de Narcisismo!


Desculpem-me, mas é mesmo mais forte que eu, quando volto a ouvir estes senhores, não consigo parar, são geniais, foi o melhor concerto da minha vida, e de súbito estava completamente sozinho no coliseu, e ele já nessa altura me gritava ao ouvido que o facto de sentir, não quer dizer que exista, dizia por mim o meu verdadeiro sonho, não gosto de alarmes nem de surpresas. E como foi claro que nessa altura da minha vida, muito pouca coisa estava no seu lugar, lugar certo.



RadioHead - There There

in pitch dark i go walking in your landscape.
broken branches trip me as i speak.
just 'cause you feel it doesnt mean its there.
just 'cause you feel it doesnt mean its there.

There's always a siren
Singing you to shipwreck
(Don't reach out, don't reach out
Don't reach out, don't reach out)
Steer away from these rocks
We'd be a walking disaster
(Don't reach out, don't reach out
Don't reach out, don't reach out)
just 'cause you feel it doesn't mean its there.
(theres someone on your shoulder)
(theres someone on your shoulder)
just 'cause you feel it doesn't mean its there.
(theres someone on your shoulder)
(theres someone on your shoulder)
There there!

why so green and lonely?
and lonely
and lonely

heaven sent you to me
to me
to me

we are accidents
waiting waiting to happen.

we are accidents
waiting waiting to happen





RadioHead - No Surprises

A heart that's full up like a landfill
A job that slowly kills you
Bruises that won't heal
You look so tired, unhappy
Bring down the government
They don't, they don't speak for us
I'll take the quiet life
A handshake of carbon monoxide

No alarms and no surprises
No alarms and no surprises
No alarms and no surprises

Silent
Silent

This is my final fit, my final belly-ache with...
No alarms and no surprises
No alarms and no surprises
No alarms and no surprises, please

Such a pretty house, such a pretty garden
No alarms and no surprises
No alarms and no surprises
No alarms and no surprises, please





RadioHead - Everthing in it's right Place

Everything

Everything
Everything
Everything
In it's right place
In it's right place
In it's right place
Right place

Yesterday I woke up sucking on a lemon
Yesterday I woke up sucking on a lemon
Yesterday I woke up sucking on a lemon
Yesterday I woke up sucking on a lemon

Everything
Everything
Everything
In it's right place
In it's right place
Right place

What is that she'd tried to say
What is that she'd tried to say
Tried to say
Tried to say
Tried to say
To say
To say
To say


Um pouco mais de paixão.

Go to Sleep - Radiohead.

Something for the rag and bone man

"Over my dead body"
Something big is gonna happen
"Over my dead body"
Someone's son or someone's daughter
"Over my dead body"
This is how I end up sucked in
"Over my dead body"

I'm gonna go to sleep let this wash all over me

You know we don't want the monster taking over
"Tiptoe round tie him down"
We don't want the loonies taking over
"Tiptoe round tie them down"

May pretty horses
Come to you
As you sleep
I'm gonna go to sleep
Let this wash
All over me.


Estou cada vez mais afastado da politica, em tempos era um tipo sempre com opinião, sobre esta politica ou sobre aquele politico.
Hoje ouvi uma óptima, que parece estava escrita em algum jornal.
Sabem como se chamam os seguidores do Sócrates?
SóCretinos!

terça-feira

Eu também tenho facilidade de dormir em qualquer lugar...
mesmo sem almofada.


domingo

O meu fim de semana e o meu inicio da semana, faz tempo que são coincidentes.

sexta-feira

Once Upon a Time in America

Ennio Morricone "Deborah's Theme", live in Warsaw



Once Upon a Time in America



vou dar inicio à minha partilha cinematográfica, partilho muita musica por aqui, partilho alguma coisa daquilo que escrevo e ando a escrever, partilho um pouco do que leio, mas ainda não tinha começado a partilhar uma outra das minhas grandes paixões, o cinema.
Começo com o Once Upon a Time in America, não por ser o melhor ou o que mais gostei, não gosto muito de hierarquias, não faço a mais pequena ideia de qual é o filme que mais gostei. Começo com este porque o video dos Arcade Fire, um pouco mais a baixo, me fez lembrar do Sergio Leone, fez-me lembrar deste filme, da banda sonora, do que já vivi a ouvir esta banda sonora, da primeira vez que vi o filme. É um filme fabuloso, já perdi a conta a quantas vezes o vi, mas a primeira vez que o vi, devia ter uns 12anos de idade, fui com um amigo e vizinho da altura ao novo video clube, que ficava mesmo ao lado do nosso prédio, foi depois das aulas, encontramos-nos em casa dele, no 2ºandar e fomos até ao video clube alugar um filme para ver. Depois de procurar um pouco, ficámos os dois fascinados com o facto do Once Upon a Time in America ocupar não uma, mas duas cassetes VHS, o filme é grande mas para nós naquela altura este filme deveria ser enorme, alugamos e voltamos para casa dele para o ver, não conseguimos parar. Hoje admito que acho que vi o filme cedo demais, durante algum tempo cheguei a ter pesadelos com o filme. Adorei e continuo a adorar rever, aqui fica um pouco da minha primeira partilha sobre o cinema. Era uma Vez...

TV on the Radio - Province

Suddenly, all your history's ablaze
Try to breath as the world desintegrates
Just like autumn leaves we're in for change
Holding tenderly to what remains
And all your memories are as precious as gold
And all the honey and the fire which you stole
Have you running through all your red cheek days
Shaking loose these songs from their sacred hiding space

Hold your heart courageously as we walk into this dark place
Stand, stare fast, erect and see that love is the province of the brave

Push under the ?(whizing lights) of buzzing stars
Let this burning brightly illumintate where we are
Build this hallow that lovers voices occupy
Let it follow
That we let it free, let it fly
Breaking open the walls of this cage
Intoxicated, oh so amazed
Much like falcons tumbling from our hearts that blaze
Oh come join, ?(arms engaged)

Hold these hearts courageously as we walk into this dark place
Stand, stare fast beside me and see that love is the province of the brave




Vídeo Oficial.

Arcade Fire - My Body is a Cage

My body is a cage
That keeps me from dancing with the one I love
But my mind holds the key
My body is a cage
That keeps me from dancing with the one I love
But my mind holds the key

I'm standing on the stage
Of fear and self-doubt
It's a hollow play
But they'll clap anyway

[Repeat Verse 1]

I'm living in an age
That calls darkness light
Though my language is dead
Still the shapes fill my head

I'm living in an age
Whose name I don't know
Though the fear keeps me moving
Still my heart beats so slow

[Repeat Verse 1]

My body is a cage
We take what we're given
Just because you've forgotten
Doesn't mean you're forgiven

I'm living in an age
Still turning in the night
But when I get to the doorway
There's no one in sight

I'm living in an age
Realizing I'm dancing
With the one I love
But my mind holds the key

Still next to me
My mind holds the key
Set my spirit free




Arcade Fire - My Body is a Cage

Até este momento, o momento em que escrevo, nunca conheci ninguém que admirasse mais, ou mesmo menos, é simplesmente incomparável, que o meu Pai. Vai fazer três anos que ele partiu e continua a ser para mim a pessoa mais genial e fabulosa que conheci, o Sr.Grisalho.

Alguns amigos dele, de outros tempos e de outros lugares, chamavam-no de Charles Bronson Gaúcho. Tenho saudades dele, muitas. Isso é bom.

O meu corpo é uma prisão para mim… noutra altura tento partilhar o meu sentimento.


quinta-feira

Finalmente apetece-me partilhar aqui um pouco da arquitectura que Eu e o JM desenvolvemos juntos, uma moradia para Minde... quase quase a ir para obra.

Moradia em Minde

terça-feira

"You can't forgive what you can't forget"

Arcade Fire

sexta-feira

"You're the measure of my dreams"

Shane MacGowan

quinta-feira


É quase sempre uma questão de Ponto de Vista.


quarta-feira

A classificação geral das marchas populares de Lisboa foi a seguinte:
1º Alfama
2º Marvila
3º Campolide
4º Castelo e Mouraria
5º Alcântara
6º Lumiar
7º Bica
8º São Vicente
9º Madragoa
10º Olivais, Bairro Alto
11º Alto do Pina
12º Graça
13º Carnide
14º Bela Flor
15º Santa Engrácia
16º Beato
17º Ajuda
18º Benfica

Isto está mesmo bera, até nas ridículas marchas populares o Benfica, fica em ultimo, onde é que isto vai parar? Já nem o Glorioso me dá alegrias, mais dia menos dia tenho mesmo que começar a ficar feliz com as alegrias que a tristeza me dá.

domingo

0,48

sexta-feira

"E quem morrer abraçado, à vida que há ao lado, não vai viver sozinho!"

obrigado, José Mário Branco.



José Mario Branco - Do que um Homem é capaz

quarta-feira



The National - Apartment Story (live)

The National - Apartment Story

Be still for a second while I try and try to pin your flowers on
Can you carry my drink I have everything else
I can tie my tie all by myself
I'm getting tied, I'm forgetting why

Oh we're so disarming darling, everything we did believe
is diving diving diving diving off the balcony
Tired and wired we ruin too easy
sleep in our clothes and wait for winter to leave

Hold ourselves together with our arms around the stereo for hours
While it sings to itself or whatever it does
when it sings to itself of its long lost loves
I'm getting tied, I'm forgetting why

Tired and wired we ruin too easy
sleep in our clothes and wait for winter to leave
but I'll be with you behind the couch when they come
on a different day just like this one

We'll stay inside til somebody finds us
do whatever the TV tells us
stay inside our rosy-minded fuzz for days
We'll stay inside til somebody finds us

do whatever the TV tells us
stay inside our rosy-minded fuzz

so worry not
all things are well
we'll be alright
we have our looks and perfume

stay inside til somebody finds us
do whatever the TV tells us
stay inside our rosy-minded fuzz

so worry not
all things are well
we'll be alright
we have our looks and perfume on

segunda-feira



Vive la Fête - La Vérité

Vive La Fête - La Vérité Lyrics


Je te le jure tu as ma parole
je te dis la vérité
je t'explique ce qui s'est passé
dis moi je ne suis pas si conne
tu es comme moi comme moi
je te dis la vérité
j'en suis bien fachée (x 6)

amour de ma vie ???
je te dis la vérité
je t'explique ce qui s'est passé
dis moi je ne suis pas si conne
tu es comme moi comme moi

Je te le jure tu as ma parole
je te dis la vérité
je t'explique ce qui s'est passé
dis moi je ne suis pas si conne
tu es comme moi comme moi
je te dis la vérité
j'en suis bien fachée (x 6)

Je te le jure tu as ma parole
je te dis la vérité
je t'explique ce qui s'est passé
dis moi je ne suis pas si conne
tu es comme moi comme moi
je te dis la vérité
j'en suis bien fachée (x 11)

terça-feira

The National - Boxer, fabuloso álbum de uma banda que não conhecia, agora irei conhecer o resto da discografia deles, este álbum é neste momento o que tenho andado a ouvir no iPod, estou encantado. Cinco Estrelas.



Bloodhound Gang - Fire Water Burn



Blonde Redhead - 23



Thom Yorke - Harrowdown Hill



The National - Mistaken For Strangers

0 1 1 2 3 5 8 13 21 34 55 89 144 233 377 610 987 1597 2584 4181 6765 10946 17711 28657 46368 75025 121393 196418

quarta-feira



há musicas intemporais, ele passa, elas não. esta é uma dessas para mim.

I Know It's Over - The Smiths

  Oh Mother, I can feel the soil falling over my head
And as I climb into an empty bed
Oh well. Enough said.
I know it's over - still I cling
I don't know where else I can go

Oh ... Oh Mother, I can feel the soil falling over my head
See, the sea wants to take me
The knife wants to slit me
Do you think you can help me?
Sad veiled bride, please be happy
Handsome groom, give her room
Loud, loutish lover, treat her kindly
(Though she needs you
More than she loves you)
And I know it's over - still I cling
I don't know where else I can go
Over and over and over and over
Over and over, la ...

I know it's over
And it never really began
But in my heart it was so real
And you even spoke to me, and said :
"If you're so funny
Then why are you on your own tonight?
And if you're so clever
Then why are you on your own tonight?
If you're so very entertaining
Then why are you on your own tonight?
If you're so very good-looking
Why do you sleep alone tonight?
I know ... 'Cause tonight is just like any other night
That's why you're on your own tonight
With your triumphs and your charms
While they're in each other's arms..."

It's so easy to laugh
It's so easy to hate
It takes strength to be gentle and kind
Over, over, over, over
It's so easy to laugh
It's so easy to hate
It takes guts to be gentle and kind
Over, over

Love is Natural and Real
But not for you, my love
Not tonight, my love
Love is Natural and Real
But not for such as you and I, my love

Oh Mother, I can feel the soil falling over my head

um pouco do passado longínquo.


Forbidden Colours

The wounds on your hands never seem to heal

I thought all I needed was to believe

Here am I, a lifetime away from you
The blood of Christ, or the beat of my heart
My love wears forbidden colours
My life believes

Senseless years thunder by
Millions are willing to give their lives for you
Does nothing live on?

Learning to cope with feelings aroused in me
My hands in the soil, buried inside of myself
My love wears forbidden colours
My life believes in you once again

I'll go walking in circles
While doubting the very ground beneath me
Trying to show unquestioning faith in everything
Here am I, a lifetime away from you
The blood of Christ, or a change of heart

My love wears forbidden colours
My life believes
My love wears forbidden colours
My life believes in you once again

As histórias que contam acerca de um sentimento existente entre personagens de um enredo, iniciado no passado e no passado terminado, têm apenas um fim possível, o que já aconteceu.
Por outro lado, as iniciadas no passado e no futuro terminadas, um qualquer fim podem ter. O melhor se possível, o melhor de nós no mínimo, se possível nunca um mau, nenhum desleal.
As histórias que narram esse mesmo sentimento entre personagens do futuro, tendem a terminar ou com uma metáfora sobre um fim passado do autor, ou com uma projecção de um sonho do autor, ou com um fim insípido.
Porque o futuro é, é e sempre será a parte do tempo mais individual, o passado e o presente sempre o partilhamos com alguém, o futuro pode ser apenas nosso e é nele que devemos nos projectar, sempre.
O futuro a Deus pertence, logo pertence-me.
Quando o futuro for presente, se Deus quiser, será então partilhado com quem nele existir.

terça-feira


O MB. dentro da televisão a ver-me a jogar, com o Corbu deitado na cama




The Sounds - Night after Night



The Organ - Brother




The Dears - Death of all the Romance

segunda-feira

Penso primeiro, penso uma vez e questiono, duvido, não acredito na conclusão.
Penso mais, penso duas vezes, concluo outra coisa, duvido.
Penso mais, penso três vezes, desempato, fico com a aparente certeza.
Ajo por impulso, nunca levo em conta o meu pensamento.
Normalmente quando faço o que penso, racionalmente arrependo-me mais tarde.
E depois tem outra coisa, devemos ter algum cuidado com as nossas afirmações de certeza.
À uns meses atrás escrevi um posto chamado: Um Dia Descemos Juntos.
Errado, não descemos juntos, subimos juntos o quebra-costas.
Fui tomar o pequeno-almoço e almoçar e lanchar em Coimbra neste domingo. Agi por impulso. Primeiro tinha pensado em ir, vou fazer uma pequena loucura. Depois tinha pensado em não ir, vou gastar imenso dinheiro e na verdade uma semana depois… Depois pensei em ir, não posso faltar, mais uma vez, à minha palavra. Depois no último minuto senti e ainda consegui pensar… estou mesmo bêbado, não consigo ir.
Mas vou assim mesmo.
E fui.
Foi bom.
Como é bom responder aos impulsos, cometer loucuras, estar com as pessoas, dormir nos comboios, viver momentos fora da rotina, ter memórias boas e longínquas que se cruzam com novos momentos bons, e partilhar isso tudo com quem está ao nosso lado.
Obrigado Ana pelo domingo, foi a melhor ressaca da minha vida, se todas fossem assim, então é que não tentava diminuir no álcool.
Parece impossível!
Oh! Diabo
Este sol…
Afinal as cadeiras fazem tanto barulho.

E ainda deu tempo de comprar uma prenda para a mãe e jantar com ela, antes de começar a tentar dormir em oito horas, as nenhumas que dormi durante o fim-de-semana.


A Viúva Negra.

quinta-feira

Estou num autocarro é de noite, o tempo está de chuva, não muita. Os vidros do autocarro estão pingados, a rua está mal iluminada, o ambiente aqui dentro está húmido e fechado, ninguém abre nenhuma janela devido ao frio que deve fazer lá fora.
Não me lembro de ter entrado neste transporte, não sei se entrei sozinho ou acompanhado, viajo num lugar sentado individual, do lado esquerdo do autocarro, virado de frente e o condutor, que reparo agora ser condutora, vai três lugares à minha frente.
Os faróis do veículo, apesar de acesos, do lugar onde me encontro, praticamente não iluminam o caminho por onde seguimos.
Tenho a impressão de já ter passado nesta rua, é o que sinto ao olhar para o meu lado esquerdo, por entre os pingos de água que escorrem pelo vidro, na horizontal, devido ao vento e à velocidade a que a máquina se desloca no espaço, que neste momento não é muita. Há pouco, ou aqui ou em outra rua idêntica a esta, tive uma sensação estranha, de que estava num lugar ao qual não pertencia e que nem de resto aqui deveria estar, que era estrangeiro. Agora, depois do déjà vu, a impressão foi ainda mais estranha; não posso afirmar com certeza, porque não consegui realmente observar todas as poucas pessoas que passavam na rua, mas fiquei com a certeza de que todos os vultos que consegui vislumbrar eram femininos.
À minha frente, de costas para mim, viaja uma senhora, do pouco que consigo observar dela, diria tratar-se de uma mulher entre os quarenta e cinco e os cinquenta e cinco anos de idade, que trabalha até tarde e desse trabalho regressa. Não sei que horas são, mas parece ser tarde, parece ir já longa a noite, a lua está já mais perto de voltar a partir do que do momento em que regressou. Na frente desta senhora e ainda de costas para mim ou de frente para o caminho, depende do ponto de vista, viaja uma rapariga que não desvia o olhar da rua à nossa esquerda, apesar de não observar nada do que lá fora acontece, aos meus olhos, e nem mesmo observar o reflexo do que se passa cá dentro. Caso fosse o reflexo que ela observasse, teria cruzado o seu olhar com o meu, não aconteceu. Olha na direcção da rua e olha agora, mas o seu olhar não está na rua, nem aqui nem agora. Observa outro lugar noutra altura ou então não quer observar a mulher que viaja à sua frente, essa sim de frente para ela, de frente para a senhora que regressa do trabalho à minha frente e de frente para mim, ou de costas para o rumo do caminho.
Detenho-me a tentar observar esta mulher sem ser interceptado por ninguém, principalmente por ela, durante esta minha contenda.
Parece-me logo uma mulher a evitar, logo à primeira vista. Vou tentar expor a minha ideia sobre o porquê da minha estranheza ou medo.
É uma mulher que viaja entre os trinta e os quarenta anos de idade, e sim, os números são importantes para mim assim como o tempo. Está vestida com uma gabardina preta e saltos altos da mesma cor, não consigo perceber o que tem vestido por debaixo da gabardina, tem um lenço vermelho à volta do pescoço, uma coleira de seda vermelha que dá um nó sobre si mesma apertando o suporte físico da cabeça e deixando cair de um dos lados uma longa ponta que promete esvoaçar ao vento, quando ele aparecer ou quando o movimento o proporcionar. Tem cabelos pretos, lisos e longos, oleados ou já húmidos ou molhados da chuva que continua, por vezes menos tímida, a cair lá fora e de onde suponho que ela tenha vindo.
Durante o período de tempo que demoro a chegar a estas descrições, nada a mencionar acontece. No entanto, sem esperar, sonhar, supor ou imaginar, uma voz surge à minha consciência vinda por detrás de mim:
- Tenta passar despercebido, não digas nada, tenta não olhar para lado nenhum e faz tudo o que estiver ao teu alcance para te mentalizares que não estás aqui. Como já deves ter sentido, não deverias aqui estar e não pertences a este lugar. Essa tua atitude observadora é perigosa e neste lugar só te pode trazer males maiores que aqueles que já carregas contigo. Se queres ouvir um conselho, assim que a porta deste autocarro abrir, sai, não tomes nenhuma outra iniciativa que não seja essa, esperar que a porta abra e sair, normalmente.
E voltou o silêncio, comecei um leve movimento para me virar de costas, pelo meu lado esquerdo para com esse movimento tentar vislumbrar pelo reflexo do vidro quem estaria por trás de mim, antes do contacto directo.
- Não sejas tonto, nem sabes o que arriscas ao arriscar. Acredita por uma vez na tua vida, acredita na dúvida sem com isso te sentires obrigado a procurar a certeza. Se olhares para trás vais ter a certeza que não queres e com a qual não vais conseguir lidar. Fica quieto, se conseguires não respirar ainda melhor. A porta vai abrir, não falta muito tempo e já muito conseguiste estar aqui.
Fiquei parado, gelado, quedo imóvel, frigido estupefacto, e foi impossível seguir o conselho que acabara de ouvir, não consegui disfarçar a minha fragilidade, insegurança, inquietação de incerteza. O medo atrai o perigo.
A voz do conselho era uma voz feminina, jovial. Transmitia calma clareza e força mas parecia infantil ao mesmo tempo. Não seria uma criança a falar, a dicção era correcta e o conteúdo profundo demais na medição das minhas hierarquias. Quem seria? A dúvida tinha chegado acompanhada da sua irmã gémea, mais nova, a curiosidade.
Continuei petrificado neste autocarro, não sei se olhei para trás ou para a frente, não sei se observei a mulher que de costas viajava ou se tentei observar a mulher miúda que atrás de mim viajava.
Sei, que sem reparar em movimento algum, a mulher que viaja entre os quarenta e cinco e os cinquenta e cinco anos de idade está parada, de pé, à minha direita, à minha frente. Agora é impossível sair deste transporte, mesmo que a porta seja aberta. Olha directamente para mim, questiona, o que faço eu aqui? Sinto-me uma presa.
Não tenho outra alternativa se não olhar para ela, de que vale agora tentar passar despercebido, o conselho que tinha ouvido já não pode ser seguido, fui descoberto. É inegável, estou aqui. Olho nos olhos dela, e ela sorri com o olhar, vejo sarcasmo, sinto o abismo.
Olho na direcção dos olhos desta mulher, mas não vejo alma alguma, não por ela desviar o olhar, mas porque existe um filtro entre nós, o filtro do desconhecido, do perigo. Sinto-a como se sente um predador. Tenho que a enfrentar se quiser escapar, de nada vale fugir. Agora é entre mim e ela, o desafio está lançado, a festa vai começar.
O autocarro que viajava numa penumbra misteriosa, onde nem os faróis iluminavam o caminho, agora está completamente iluminado, existem vários olhares a agir na minha direcção e por fim tenho consciência do que já sentia, neste autocarro só viajam mulheres e na rua por onde viajamos sem fim, apenas mulheres circulam.
Com o olhar questiono a mulher da gabardina preta, agora é a minha vez de agir, sem palavras, apenas com o movimento e a linguagem corporal, pergunto-lhe o que ela deseja de mim.
A gabardina é aberta e cai no chão, por baixo dela existe apenas um par de cuecas de renda, pretas quando não transparentes. São rasgadas por ela e no chão vão cair também. O tempo para, está à minha frente uma mulher de corpo esbelto, branco, redondo. Calça uns sapatos de salto alto, pretos e tem o lenço de seda vermelho ao pescoço. E foi neste sequência de observações de cheguei aos olhos dela novamente, comecei de baixo e cheguei lá a cima.
Salta para o meu colo, num movimento rápido, coreografado. Abre o meu casaco e a minha camisa, desenlaça o meu cinto e quando se prepara para abrir as minhas calças eu tento reagir, então grita.
- Estou aqui para te foder.
A expressão assusta-me, o medo que atraiu o perigo é transformado em pavor misturado com revolta e desejo de poder, virilidade. Estou sentado com uma mulher nua em cima de mim que tenta encontrar a fonte do meu prazer. O meu tesão dá-me força para agir e tentar reverter a situação. Levando-me do banco segurando a mulher nos meus braços pelas ancas, encosto-a a um varão do autocarro, o transporte começa a travar e vejo uma paragem que se aproxima, antes de a largar no chão beijo-a e com os dentes tiro-lhe o lenço de seda. É quando a porta abre e saio para a rua a correr, ainda olho para trás, as portas fecham-se e ninguém saiu atrás de mim. Com a partida do autocarro, parte também a luz que iluminava o lugar.
Estou parado no escuro, numa rua em linha recta, a mesma de onde me parece nunca ter saído enquanto viajava no autocarro. Vejo um entroncamento ao fundo, com uma rua à direita que chega a esta. É para lá que me desloco. Neste lado da rua não existem candeeiros e por entre descampados existem três casas de dois pisos, até ao entroncamento. Quando olho para os descampados para tentar ver a linha do horizonte, nada consigo ver que não seja escuridão e negro. Continuo a caminhar até atingir o entroncamento, o outro lado da rua está iluminado e todos os lotes estão ocupados, na sua maioria com comércio ao nível da rua e habitação no piso superior, apenas existem mulheres na rua. Neste lado da rua não existe ninguém.
Na esquina, existe uma grande árvore. É por baixo desta árvore que me sinto finalmente seguro e consigo respirar fundo, encosto-me ao tronco, agacho-me e consigo finalmente observar o que me rodeia, sem ser com a velocidade estonteante do receio ou através do canto do olho do despercebido. É aqui que fico com a certeza de só existirem mulheres neste rua, é aqui que vejo o autocarro aparecer ao fundo da rua, do meu lado esquerdo, para desaparecer no outro fundo, o direito.
Finalmente levanto-me e opto por seguir por esta nova rua, não sei onde estou, não sei como cheguei aqui, mas já percebi que não estou no meu lugar e que não deveria sequer aqui estar, por isso decido seguir por esta nova rua, procurar outro caminho.

segunda-feira

Será possível ter consciência do Presente?

ou apenas o Futuro nos dá a consciência do Passado?

" O espaço é um corpo imaginário, como o tempo é um movimento fictício"
(Paul Valéry)

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O Meu Espaço é Sagrado!!
Eu Sou Deus.

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Ele: Eu Sou Deus!
Ela: mas Eu não acredito em Deus

Ele: Por isso é que não acreditas em mim.

In The Mood for Love


In The Mood for Love



Um outro final... ou sou Eu que já não me lembro de como tudo acabou?

sexta-feira

2046




Casta Diva (With London Symphony Orchestra, Direction Evelino Pido, From The Opera "Norma")





The Veils - Advice For Young Mothers To Be






The Hours - Ali In The Jungle

terça-feira

"Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.
Deus quis que a terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, já não separasse.
Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,

E a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até ao fim do mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo.

Quem te sagrou criou-te portuguez..
Do mar e nós em ti nos deu sinal.
Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!"

(Fernando Pessoa)

sábado

à conversa com um Anjo...

acho que andamos quase todos a sentir coisas parecidas, uns numa altura, outros noutra, uns com mais consciência que outros, mas na verdade todos sentimos coisas parecidas com os acontecimentos das nossas vidas.

não somos assim tão diferentes uns dos outros, nem tão individuais ou individuos unicos, acho mesmo que só nos tornamos unicos na forma como nos partilhamos e somos abraçados.

quarta-feira

Qual é coisa, qual é Ela?




O Muro é de betão.

Correto! É um pleonasmo.

domingo

O relógio marca 9:51. everything in it’s right place.

Ninguém no patamar da estação, eu subo. 5:52 marca o meu telemóvel. There are two colours in my head.

Vai ser difícil me apaixonar numa discoteca, apesar de sentir estar como peixe dentro d’água, dentro dela. Mas se ela me olha, quando a olho; só a consigo olhar se não desejar. Estou já tão desesperadamente louco, tenho vergonha do desejo.

We can be heroes, just for one day. We can be us.

Não sei a que horas, ou melhor escrevendo, quando; é que o comboio vai aparecer. Já devia ter ido a andar até ao fim do patamar, vazio. E saltar.

Já é mais do que tempo de largar este patamar vazio onde me encontro, e eu não gosto de esperar.

Parei de escrever, olhei ao meu redor. A música acabou, uma mota passou, a musica começou, Calexico. Não vou saltar, estou bem sentado, descansado. Diverti-me imenso hoje, conheci-me um pouco melhor, principalmente aceitei-me, e abri uma brecha no muro que me contem, abri-me a viver a vida, procurá-la. O que me parece bom, melhor.

Mesmo sabendo que sou um burguês e que não me apetece estar sentado na estação de comboios de Algés, bêbado, maluco, à espera de um comboio que me leve daqui. Quando por mim já nem sequer sei onde ou mesmo quando quero estar. Fico resignado.

Resta-me estar aqui, quando alguém passa nas minhas costas e segue e o patamar deixou de estar vazio. Continuo a não conceder à minha presença a capacidade de encher um pouco o vazio da realidade.

A música acabou, vou respirar.

Relembra o impossível de lembrar, porque nem sequer aconteceu.

Carrega o leve peso, que de leve nada tem, no facto de teres vivido o que nunca sequer apavoraste.

Se antes tivesses tido medo, medo verdadeiro, ao ponto de fugir. Mas não. Pensaste que eras forte para tudo, pensaste que até o desamor tu vencerias, a indiferença, o orgulho, a mais pérfida ilusão.

Se os horários dos caminhos de ferro de Portugal funcionarem, ainda faltam 9minutos, contados pelo meu telemóvel, para o comboio, que me vem levar daqui, que me vai fazer nascer noutra realidade qualquer, qual mulher, qual mãe, qual vagina; chegar.

No patamar são ainda 9:51, de um momento parado no tempo.

A porta vai abrir e desta vez, em vez de sair para uma outra realidade, vou entrar para essa outra verdade qualquer. Renascer, quase viver, viver novamente, depois de algum tempo morto ou mesmo estúpido.

Like a pain in the river. Caímos ao Tejo, ajoelhamo-nos de fronte dele, caímos na rua, tropeçamos na vida, caminhamos aqui, temos esperanças, somos seres humanos.

E a rapariga na pista era linda sim, e só não dançaste mais com ela porque tens vergonha do teu desejo, e desconfias sempre do desejo do outro.

És um merdas, não vales as palavras que escreves, porque nunca vives com a paixão com que as escreves.

Nem odiar consegues.

Mata-te, no silêncio.

A última vez que chorei nos braços de alguém, tinha um espelho à minha frente, e os meus braços estavam vazios. Hoje tenho outro reflexo de mim, defronte dos meus olhos, mas os braços estão cheios.

E o comboio que não chega, e a rapariga preta que já olha, e eu que já pensava noutra rapariga, que de preto pintou o meu passado.

Mas afinal o quê é que eu quero com isto? E estavam 13º às 9:51.

E eu acabei de me sentar no interior do comboio.

Quatro homens no fundo da carruagem, do lado direito.

O comboio espera a musica parar, para arrancar.

Uma rapariga dorme dois bancos por trás de mim, para a ver tenho que olhar para trás, ou posso tentar olhar por um reflexo do vidro e assim observar uma projecção da realidade.

Vou ouvir a nova musica e viajar no comboio, um pouco.

Grande noite, até no bar à espera das cervejas que nem sequer tive que verbalmente pedir, dancei, vivi a musica e sim, fui maior do que o som, fui eu.

E pronto, afinal é possível ir ao bairro alto, encontrar amigos e divertir-me com eles, sinto-me livre. E o fiscal aparece, roda a chave e com esse movimento ordena o fechar das portas, os homens saíram todos em Oeiras e o meu passe social prova que sou livre de viajar neste comboio.

E que bom seria se o céu ficasse azul e o sol nascesse, aqui.

Já o sinto, deixei de o pressentir, já o vejo quase.

Até quando me vou contentar apenas com o sonho? Ao ponto de nem sequer desejar a realidade? Se apenas o sonho me contenta, como desejar a realidade?

Desejo a utopia, a verdade das verdades, o possível apenas e só num único lugar, ontem.

Amanhã, logo se vê, logo de vive, se for melhor que hoje, óptimo, fantástico. Maravilhoso.

terça-feira

Parece-me que estou a ficar mesmo louco.
Existem dias em que sinto que o livro que leio está realmente a falar comigo, ou a musica que ouço, sabe onde estou e quem sou.

A ler no Jardim da Estrela.

"Não odeio a regularidade das flores em canteiros. Odeio, porém, o emprego público das flores. Se os canteiros fossem em parques fechados, se as árvores crescessem sobre recantos feudais, se os bancos não tivessem alguém, haveria com que consolar-me na contemplação inútil dos jardins. Assim, na cidade, regrados mas úteis, os jardins são para mim como gaiolas, em que as espontaneidades coloridas das árvores e das flores não têm senão espaço para o não ter, lugar para dele não sair, e a beleza própria sem a vida que pertence a ela.
Mas há dias em que esta é a paisagem que me pertence, e em que entro como figurante numa tragédia cómica. Nesses dias estou errado, mas, pelo menos em certo modo, sou mais feliz. Se me distraio, julgo que tenho realmente casa, lar, aonde volte. Se me esqueço, sou normal, poupado para um fim, escovo um outro fato e leio um jornal todo." (Bernardo Soares - Livro do Desassossego)

quarta-feira

o meu sofrimento, reside apenas no facto de não conseguir partilhar o que sinto, o que penso, o que faço, o que sou.
já só quero dar, que bom que é esta sensação.
dar, de ar, respirar, inspirar, expirar.
respirar-te e expirar-me.